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G7 anuncia novas sanções contra a Rússia

Grupo acusa Moscou de não ter cumprido as medidas do acordo sobre a Ucrânia. Nova pressão tenta garantir estabilidade nas eleições de 25 de maio

Por Da Redação 26 abr 2014, 02h25

Os países que integram o G7 concordaram nesta sexta-feira com a imposição “urgente” de novas sanções contra a Rússia pelo fato de Moscou não ter encerrado seu apoio às milícias que atuam no leste da Ucrânia, informou a Casa Branca. A nova pressão sobre o governo de Vladimir Putin também busca garantir a estabilidade durante as eleições de 25 de maio na ex-república soviética.

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Em declaração conjunta, os países do G7 (Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Alemanha, Canadá e Japão) anunciaram seu compromisso para “agir urgentemente e intensificar as sanções e outras medidas para impor um preço às ações russas”. Apesar das novas pressões, o G7 destacou que o diálogo ainda é o melhor caminha para solucionar a instabilidade na Ucrânia. “Enfatizamos que a porta continua aberta para uma solução diplomática para esta crise sobre as bases do acordo de Genebra. Pedimos que a Rússia se junte a nós no compromisso por esse caminho”, diz a nota.

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Acordo – Os responsáveis pelas Relações Exteriores de EUA, Rússia, União Europeia (UE) e Ucrânia selaram um acordo no dia 17 de abril no qual concordaram com a dissolução das milícias irregulares pró-russas que se levantaram contra o governo ucraniano em troca de promessas de anistia e mais autonomia para as regiões do leste da Ucrânia, onde a maioria da população tem origem russa. No entanto, EUA, Ucrânia e UE consideram que a Rússia não se esforçou para cumprir as medidas do pacto e por isso decidiram aumentar a pressão sobre o Kremlin com novas sanções.

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“A Rússia não apoiou publicamente o acordo, não condenou os atos dos pró-separatistas que querem desestabilizar a Ucrânia, nem pediu às milícias que deixem os edifícios do governo que ocuparam”, argumentaram os líderes dos países do G7. O grupo, por outro lado, elogiou a “moderação” com a qual o novo governo de Kiev atua diante dos rebeldes armados pró-Rússia no leste da Ucrânia.

Segundo fontes ouvidas pela agência France-Presse, as novas sanções serão “coordenadas e complementares” entre os países do G7 e começarão a valer a partir da próxima segunda-feira.

(Com agências EFE e France-Presse)

Entenda a atual situação dos conflitos nas cidades ao leste da Ucrânia:

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