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G20 reage a guerra comercial e lança manifesto contra protecionismo

Entre outras medidas, organização pede a líderes a adoção de medidas contra a concorrência desleal e os subsídios industriais

Em resposta à guerra comercial desencadeada pelos Estados Unidos e ao aumento do protecionismo no mundo, representantes de entidades empresariais de países do G20 divulgam nesta quinta-feira um manifesto. O documento pede que os líderes do grupo se comprometam a manter mercados abertos e não imponham novas barreiras.

Também pede o reforço do funcionamento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a adoção de medidas contra a concorrência desleal e os subsídios industriais, entre outros pontos. “Apelamos aos líderes do G20 no sentido de que assumam a sua responsabilidade e garantam as bases necessárias para a cooperação multilateral”, afirma o manifesto.

A manifestação ocorrerá em Buenos Aires, após reunião da Coligação Mundial de Empresas (GBC), na sigla em inglês, que reúne representantes de 14 países do G20. O encontro precede a reunião de ministros de Economia do G-20 marcada para sexta-feira, também em Buenos Aires. O Brasil é representado no grupo pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Assinam o documento, ainda, entidades dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e União Europeia.

O diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Fernandes, disse que o agravamento da guerra comercial é a questão mais preocupante no momento para o setor empresarial e que o tema será discutido também no encontro dos ministros do G-20. “A manifestação mostra que o comércio é importante e o multilateralismo está sob ameaça. O protecionismo tem aumentado e os países estão submetidos a ações unilaterais”, afirmou.

As entidades abrem o texto reforçando que o comércio e os investimentos entre os países é essencial para o crescimento sustentável e a criação de empregos, mas, apesar disso, o “consenso a favor da cooperação multilateral está perdendo força no G20”. Segundo o documento, os membros do G20 adotaram mais de 600 medidas restritivas ao comércio no período de outubro de 2008 a outubro de 2017, antes mesmo das tarifas que vêm sendo impostas pelos EUA e por outros países neste ano.