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Furacão Irma: Flórida ordena evacuação de 6,3 milhões de pessoas

Número representa 28% de toda a população do Estado; tempestade deve ganhar força a caminho dos EUA

Por Da redação - Atualizado em 9 set 2017, 20h59 - Publicado em 9 set 2017, 17h30

As autoridades da Flórida ordenaram a evacuação de 6,3 milhões de pessoas que moram nas áreas que estão na rota do furacão Irma. O número representa 28% de toda a população do Estado, de 22,6 milhões de habitantes. Muitos já deixaram suas residências, lotando estradas nos últimos dias, e aos que ainda hesitam em abandonar suas casas, o governador Rick Scott fez um apelo neste sábado. “Se fosse recebeu a ordem, precisa sair agora. Não nesta noite, não em uma hora. Agora”, afirmou o republicano.

Depois de provocar 25 mortes e prejuízos de mais de 4 bilhões de reais no Caribe, o furacão Irma atingiu Cuba neste sábado com ventos de mais de 250 quilômetros por hora. A tormenta provocou ondas de até sete metros, deixou a província de Havana em alerta e forçou 1 milhão de pessoas a deixarem suas casas.

Após tocar o solo cubano, o furacão caiu da categoria 5, a mais forte, para a 3, com ventos até 205 quilômetros por hora. Meteorologistas, porém, esperam que ele volte a ganhar força a caminho da costa oeste da Flórida, região que deve ser atingida na manhã deste domingo. As ilhas conhecidas como Keys são particularmente vulneráveis ao aumento do nível do mar, que pode chegar a até seis metros com a forte ressaca. “Será extremamente difícil sobreviver se você estiver nas Keys”, advertiu o governador.

Toque de recolher

Além da ordem de evacuação emitida pelo governo, várias cidades do Estado também declararam toque de recolher. Miami terá a restrição durante 12 horas, a partir das 19h deste sábado (20h de Brasília), assim como o condado Miami-Dade. Da mesma forma, Miami Beach ordenou a mesma restrição, mas uma hora mais tarde. Por sua vez, o condado de Broward, ao norte de Miami e onde fica Fort Lauderdale, terá toque de recolher por tempo indeterminado a partir de hoje.

(Com agências EFE e AFP)

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