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Furacão Ida atinge Louisiana e deixa mais de 1 milhão sem energia

Meteorologistas dizem que algumas áreas podem ficar "inabitáveis por semanas ou meses" após a passagem da tempestade que já deixou um morto

Por Julia Braun Atualizado em 30 ago 2021, 09h15 - Publicado em 30 ago 2021, 09h06

O furacão Ida varreu o estado de Louisiana, nos Estados Unidos, deixando esse território americano quase paralisado, com mais de 1 milhão de pessoas sem energia elétrica. A tempestade foi classificada na categoria quatro em uma escala de força de cinco níveis e inundou casas, arrancou telhados, fechou estradas e danificou hospitais. Foi registrado pelo menos um morto.

O furacão tem ventos de 280 quilômetros por hora a sudeste da costa de Houma, na Louisiana. Segundo o Serviço Meteorológico Nacional em Nova Orleans, algumas áreas podem ficar “inabitáveis por semanas ou meses” após a passagem do Ida. As empresas fornecedoras de eletricidade dizem que a reposição dos serviços elétricos pode demorar semanas.

A morte de um homem, de cerca de 50 anos, ocorreu no sudeste do estado da Louisiana, aparentemente depois de uma árvore ter caído sobre a sua casa. Um dique arrebentou na região de Nova Orleans, provocando inundações repentinas.

Os ventos fortes, as inundações, as linhas de transmissão caídas e as árvores arrancadas estão prejudicando a atuação das equipes de emergência. Muitos moradores ficaram para trás, esperando que o furacão passasse e agora enfrentam condições muito perigosas, dizem as autoridades.

Dois dos três hospitais que servem à região de Lafourche Parish foram danificados. Com parte dos telhados arrancados, alguns serviços foram transferidos para outro edifício, deixando as unidades de saúde ainda mais lotadas. Os geradores compensam a falha elétrica.

Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês), o Ida tocou o solo pela primeira vez neste domingo 29 perto de Port Fourchon, 80 quilômetros a sudoeste de Nova Orleans, cidade que teme reviver a tragédia causada há exatamente 16 anos pelo furacão Katrina, que matou mais de 1.800 pessoas.

(Com Agência Brasil)

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