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Furacão Douglas se aproxima do Havaí

Prefeito de Honolulu inaugurou abrigos para receber moradores, mas alertou que deveriam ser usados como "última opção" durante a pandemia de coronavírus

Por Da Redação - Atualizado em 27 jul 2020, 10h13 - Publicado em 27 jul 2020, 09h27

O Havaí se prepara, nesta segunda-feira, 27, para o impacto do furacão Douglas, que se aproxima do arquipélago americano depois que Hanna, o primeiro furacão do ano no Atlântico, atingiu o Texas.

Neste domingo, às 21h00 no horário local, Douglas, um furacão de categoria 1, estava a cerca de 120 quilômetros ao norte da capital Honolulu e se afastava da cidade, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC). Mas Douglas ainda produzia ventos de até 140 km/h e se aproximava da ilha de Kauai, acrescentou o NHC.

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É incomum que o Havaí seja atingido por furacões. Douglas seria apenas o terceiro depois de Dot em 1959 e Iniki em 1992. As autoridades do Havaí cancelaram um alerta de furacão para o condado de Maui. No entanto, Kauai e Oahu – ilha onde Honolulu está localizada, com cerca de 350.000 habitantes – seguem em alerta.

“Prevê-se um enfraquecimento gradual nas próximas 48 horas, mas espera-se que Douglas se mova como furacão pelas ilhas”, informou o NHC. O organismo estimou que pode gerar ondas perigosas e destrutivas e fortes chuvas.

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O prefeito de Honolulu, Kirk Caldwell, abriu abrigos com capacidade para 1.600 pessoas, mas alertou que deveriam ser usados como “última opção”, levando em consideração os perigos que as aglomerações representam durante a pandemia de coronavírus. Aqueles que precisarem de abrigo deverão usar máscaras, medir a temperatura e atender aos requisitos de distanciamento social, segundo a imprensa local.

“Se você está abrigado fora de casa hoje, lembre-se de que a Covid-19 não descansa com a tempestade. Por favor, continue com as máscaras e o distanciamento físico”, disse Caldwell no domingo à noite.

Hanna enfraquecida

Mais cedo, nesta segunda, o furacão Hanna foi rebaixado para uma tempestade tropical depois de atingir o Texas, um estado duramente afetado pela pandemia de coronavírus.

Hanna, o primeiro furacão de 2020 na costa do Atlântico, causou fortes chuvas e inundações. O fenômeno ainda causa ventos de cerca de 45 quilômetros por hora enquanto se dirige para o nordeste do México.

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“Espera-se um enfraquecimento adicional à medida que o centro de Hanna se move para o interior e o ciclone enfraquece para uma depressão tropical ainda hoje e se dissipa na segunda-feira”, informou o NHC no domingo.

Não houve relatos imediatos de vítimas ou danos sérios, e o México e o Texas suspenderam todos os avisos de tempestades costeiras na tarde de domingo.  Os analistas alertaram, no entanto, que fortes chuvas podem levar a “inundações repentinas com risco de vida” no sul do Texas e a deslizamentos de terra nos estados do norte do México.

Quando Hanna tocou terra no sábado, o presidente Donald Trump tuitou que seu governo trabalharia em “estreita” coordenação com as autoridades estaduais, e pediu aos locais para “proteger sua família e propriedade”. Os danos pareciam limitados imediatamente após a chegada de Hanna na Ilha do Pai, uma ilha barreira de 177 km de comprimento na costa do Texas.

As imagens capturadas pela CBS mostraram estradas e um parque na cidade costeira de Corpus Christi, Texas, coberta de entulho e árvores caídas. Alguns motoristas chegaram a enfrentar estradas inundadas.

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As autoridades locais estavam se preparando para possíveis tornados à noite no sul do Texas, levando a Cruz Vermelha a abrir três abrigos em todo o estado. O aquário do estado do Texas anunciou seu fechamento após alguns danos causados pelas tempestades.

Hanna chegou ao Texas, no momento em que o estado enfrenta uma dura situação, com um aumento exponencial de infecções pela Covid-19.

(Com AFP)

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