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Funeral de general iraniano tem protestos contra os Estados Unidos

Bagdá recebeu uma multidão para velar Qasem Soleimani e entoar palavras de ordem

Por AFP - Atualizado em 7 jan 2020, 12h15 - Publicado em 4 jan 2020, 09h07

Milhares de iraquianos se reuniram, neste sábado, 4, em Bagdá, para o funeral do general iraniano Qasem Soleimani e de um líder miliciano, mortos no Iraque por um drone americano. O público entoou palavras de ordem contra o governo americano e queimou bandeiras do país. Os seguidores de Soleimani gritavam “Morte aos Estados Unidos!” no bairro xiita de Kazimiya, em Bagdá, durante o cortejo fúnebre.

O assassinato de Soleimani, o arquiteto da política do Irã no Oriente Médio, e do líder miliciano Abu Mehdi Al Muhandis, o número dois da Hashd Al Shaabi e considerado o homem do Irã em Bagdá, aumenta o receio de que aconteça um novo conflito na região. O ataque perto do aeroporto de Bagdá destruiu completamente dois veículos e deixou um total de dez mortos, cinco iraquianos e cinco iranianos. O Irã prometeu “uma dura vingança no momento e no lugar apropriados”.

Os corpos das dez vítimas serão levados de Kazimiya para a chamada Zona Verde, um bairro sob rigorosas medidas de segurança e sede de instituições governamentais e de várias embaixadas, incluindo a dos Estados Unidos, que na terça-feira sofreu um ataque de apoiadores da Hashd.

O primeiro-ministro iraquiano Adel Abdel Mahdi também participou do funeral, assim como Hadi Al Ameri, chefe das forças pró-iranianas no parlamento iraquiano, o ex-primeiro-ministro Nuri Al Maliki e vários chefes de facções xiitas pró-iranianas.

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Após o funeral, os corpos serão transferidos para Kerbala e Najaf, duas cidades sagradas xiitas ao sul da capital. Al Mouhandis será enterrado no Iraque e o corpo de Soleimani será transferido para o Irã, onde será sepultado na terça-feira em sua cidade natal, Kerman.

As autoridades iranianas decretaram três dias de luto oficial em memória de Soleimani.

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