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Funcionários federais serão obrigados a se vacinar nos EUA

Medida será anunciada oficialmente nesta quinta-feira pelo presidente Joe Biden e faz parte de série de normas mais rígidas para combater a Covid-19

Por Da Redação 9 set 2021, 12h01

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, irá impor nesta quinta-feira, 9, uma série de novas regras relacionadas à vacinação de funcionários federais, além de novas medidas que estimulam o setor privado a fazer o mesmo, de forma a aumentar os índices de imunização no país. 

Uma das mudanças será a assinatura de um decreto obrigando que funcionários do governo federal sejam vacinados contra a Covid-19, sem a opção de realização de testes regulares para atestar a ausência do vírus, como era permitido anteriormente. 

Além disso, a norma será estendida também a funcionários de empresas terceirizadas que fazem negócios com o governo federal. A Casa Branca estima que 2,5 milhões de trabalhadores serão contemplados.

O governo elogiou as instituições privadas que exigem a completa imunização de seus funcionários e disse ainda que a federação deve servir de exemplo para outras empresas. Biden irá anunciar também uma grande expansão dos testes gratuitos, medida vista pelas autoridades de saúde como fundamental para conter a expansão do vírus, principalmente no atual momento, onde crianças e jovens retornam às escolas e escritórios começam a reabrir em todo o país.

As novas normas fazem parte de um novo plano de seis frentes em resposta à Covid-19. Segundo um funcionário da Casa Branca, os seis pilares são: vacinar os que ainda não foram vacinados; proteger os vacinados por meio de doses de reforço; manter as escolas abertas; aumentar a quantidade de testes e exigir o uso de máscaras; proteger a recuperação econômica; e melhorar o atendimento aos infectados pela doença.

Na última quarta-feira, 8, o país superou a marca de 650.000 mortos pela doença, além de mais de 40 milhões de casos confirmados, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. As mortes nos EUA representam 14% do total de vítimas da Covid em todo o mundo, e os casos correspondem a 22%.

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As autoridades esperam que a nova abordagem esclareça para a população que o fim da pandemia está diretamente associado ao controle do vírus. Ela deve funcionar também como uma forma de aumentar a popularidade do presidente em relação ao combate à pandemia, que apresentou queda após o retrocesso visto no verão americano, com aumento no número de casos e adoção de novas medidas restritivas.

Uma pesquisa realizada no final de agosto pela rede ABC News em parceria com o jornal Washington Post mostrou que 52% da população aprovam a estratégia de Biden, uma queda de 10 pontos em relação a junho. 

Ao mesmo tempo, a aprovação geral também sofreu uma grande diminuição após a retirada desastrosa de tropas americanas do Afeganistão e o atraso da recuperação econômica por causa da variante Delta. Internamente, o combate à pandemia é visto como fator determinante para o destino político do democrata. 

Outro fator que traz dificuldades à Casa Branca é o retorno das aulas. Em todo o país, a obrigatoriedade do uso de máscaras e os requisitos de vacinação de adolescentes tem virado motivo de batalhas entre a população. 

Além disso, é esperado que a vacina possa ser aplicada em crianças menores de 12 anos já nos próximos meses, porém a maioria dos pais estão frustrados com o ritmo que o processo está se desenrolando. As escolas são um ponto chave para Biden principalmente no que diz respeito à retomada econômica, uma vez que os responsáveis pelas crianças podem voltar a trabalhar com o retorno das aulas. 

O governo espera que o setor privado possa fazer mais do que apenas exigir a vacinação e procura meios de estimular isso, como a exigência do comprovante de vacinação em bares, restaurantes e outros locais. A Casa Branca foi taxativa ao dizer que não haverá um passaporte de vacina obrigatório por parte do governo federal, mas tem pressionado outras maneiras de estimular a imunização dos americanos.

Ao mesmo tempo, novas doses de reforço passarão a ser aplicadas em um futuro próximo, embora uma data ainda não tenha sido definida. No mês passado, o governo de Biden afirmou que as doses começariam a ser aplicadas em todos os adultos em 20 de setembro. No entanto, autoridades de saúde da Casa Branca disseram que precisam de mais tempo para revisar os dados antes de recomendar uma terceira aplicação.

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