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Fukushima: sistema de refrigeração da usina é reativado

Blecaute na última segunda provocou paralisação dos dispositivos que evitam o superaquecimento das piscinas da central, devastada pelo tsunami de 2011

Os sistemas de refrigeração das piscinas de combustível usado da usina nuclear de Fukushima foram completamente restaurados nesta quarta-feira, após a paralisação iniciada na segunda-feira devido a um apagão.

Os técnicos da Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa responsável pela central, conseguiram fazer com que os sistemas de resfriamento das piscinas dos reatores 1, 3 e 4 e também da piscina comum, que abriga barras de combustível usado de diferentes unidades de fissão, voltassem a funcionar com normalidade na madrugada desta quarta. A Tepco destacou que a temperatura da piscina central estava em 31,8 graus quando a refrigeração foi retomada, muito abaixo do limite de segurança de 65 graus.

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A avaria, que aconteceu na noite de segunda-feira, não paralisou o sistema de resfriamento dos reatores danificados pelo terremoto e o consequente tsunami de 2011, mas chamou a atenção para a fragilidade da situação na usina mais de dois anos depois do início da crise.

Causas – O porta-voz da Tepco, Masayuki Ono, explicou em entrevista coletiva que a falha provavelmente aconteceu em um sistema elétrico, embora a empresa ainda deva analisar a fundo as causas do incidente, uma vez que até agora os técnicos se centraram exclusivamente em reparar os sistemas com problemas. Ono apontou que essa foi a primeira vez que um grande número de instalações e dispositivos importantes sofre um blecaute ao mesmo tempo desde que a usina foi posta em “parada fria”, em dezembro de 2011.

Durante o período em que os sistemas de refrigeração ficaram paralisados, a temperatura das piscinas de combustível gasto se manteve em níveis seguros e não foi detectado aumento da radiação no entorno da central. Sem a adequada refrigeração, a água na piscina se aquece em contato com o combustível nuclear e diante de um calor muito intenso, ocorre a evaporação e a consequente contaminação do ar.

(Com agências France-Presse e EFE)