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Frente apoiada pelos EUA inicia ofensiva final contra o EI na Síria

A aliança liderada por milícias curdas e apoiada por coalizão internacional, afirma que acabará com Estado Islâmico no leste do país ‘de uma vez por todas’

Por Da redação - 1 maio 2018, 20h45

As Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança armada liderada por milícias curdas e apoiadas pela coalizão internacional comandada pelos Estados Unidos, iniciaram nesta terça-feira (1º) a fase final da ofensiva para derrotar os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI) na fronteira entre Síria e Iraque.

“Anunciamos que nossas forças, com a participação da coalizão internacional, começaram a fase final da campanha ‘Tempestade de Al Yazira'”, disse em entrevista coletiva a porta-voz Leila Abdullah, acompanhada do comandante Ahmed Abu Jaulah.

Esta ofensiva, lançada no dia 9 de setembro do ano passado, é denominada assim pelos participantes da aliança contra o EI no sul da província de Al Hasakah e no leste de Deir ez-Zor.

“Nas próximas semanas, as nossas heroicas forças liberarão essas áreas, assegurarão a fronteira sírio-iraquiana, e acabarão com a presença do EI no leste da Síria de uma vez por todas”, garantiu Abdullah.

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“O EI tem uma presença significativa perto das fronteiras iraquianas, que se transformou no seu refúgio seguro para planejar ataques e realizá-los ao redor do mundo e expandir seu território na Síria e no Iraque. Os ataques dessas áreas aumentaram nas últimas semanas”, explicou.

O Conselho Militar de Deir ez-Zor, que está vinculado à coalizão e é parte das FSD, declarou em comunicado que “estas operações serão efetuadas para alcançar o objetivo de construir uma nova e democrática Síria, livre de terroristas, com sua integridade territorial intacta”. Além disso, indicou que participarão da batalha “todos os elementos sírios, que incluem árabes, curdos, cristãos e turcomanos”.

“Damos as boas-vindas ao apoio das forças iraquianas na fronteira e a nossos parceiros na aliança internacional”, destacou Abdullah.

O porta-voz da coalizão internacional, o tenente-general James B. Jarrard, argumentou em comunicado que continuarão lutando até “assegurar a libertação de todo o território ocupado pelos terroristas do EI”. “Isto é um passo essencial para dar uma estabilidade duradoura ao Iraque e à Síria”, completou.

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Por sua parte, a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, ressaltou em comunicado que “a luta será difícil”, mas que “os dias do EI controlando território e aterrorizando o povo da Síria estão chegando ao seu fim”.

Conflitos

No último dia 25 de abril, o EI atacou posições das FSD perto de uma base com presença de soldados americanos, que derivou em intensos combates entre ambas partes e causou um número indeterminado de baixas, mas terminou com a retirada dos extremistas para as áreas que controlam no leste de Deir ez-Zor.

As forças lideradas por curdos dominam áreas do leste e do norte da Síria e grande parte da região de fronteira com a Turquia e o Iraque, distribuídas nas províncias de Raqqa, Al Hasakah e Deir ez-Zor.

Estas áreas foram recuperadas do EI no ano passado em uma ofensiva respaldada por tropas americanas e com o apoio aéreo da coalizão internacional.

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(Com EFE)

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