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França: jornalista já pode ser considerado refém das Farc

Repórter foi ferido com um tiro e capturado por guerrilheiros no sábado

Por Da Redação 30 abr 2012, 09h30

O Ministério das Relações Exteriores da França confirmou nesta segunda-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) são responsáveis pelo sequestro do jornalista francês Roméo Langlois, capturado no sábado quando fazia uma reportagem sobre uma operação do exército colombiano contra o narcotráfico. O repórter foi ferido com um tiro no braço esquerdo e capturado junto com outros cinco soldados colombianos, que depois foram libertados.

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“Apesar de não existir reivindicação formal de seu sequestro, consideramos, de acordo com as autoridades colombianas, que nosso compatriota está muito provavelmente em mãos das Farc”, disse um porta-voz do ministério. O funcionário afirmou que a França considera as Farc ‘responsáveis pela situação de Langlois’ e lembrou que a guerrilha ‘se comprometeu publicamente a renunciar aos sequestros’.

“Pedimos respeito a esse compromisso e solicitamos a libertação imediata de Langlois”, afirmou. O porta-voz reiterou que as autoridades francesas trabalham em colaboração com a Colômbia para conseguir a libertação de Langlois. O jornalista de 35 anos é correspondente na Colômbia da emissora France 24 e do jornal Le Figaro. Especializado em conflito armado da Colômbia, ele é correspondente no país há uma década.

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Tensão – Segundo depoimentos de combatentes, Langlois foi ferido com um disparo no braço esquerdo e, no meio da tensão, tomou a decisão de tirar o colete e o capacete militar e manifestar que era civil, deslocando-se em direção à área urbana, de onde disparavam os guerrilheiros.

O jornalista ingressou em uma região rural em Caquetá no sábado, junto a unidades da Brigada contra o Narcotráfico, acompanhadas da polícia. Após destruir um laboratório, do qual retiraram 400 quilogramas de pasta base de coca, as unidades tentaram ingressar em outra área na qual se preparavam para repetir a operação, mas ali encontraram guerrilheiros que atacaram o batalhão.

De acordo com militares, os combates foram muito intensos e aconteceram durante várias horas, nas quais houve momentos de enfrentamento a curta distância. Os guerrilheiros estavam vestidos de civis, disparando de casas ou utilizando civis desarmados como escudo humano. Quatro militares morreram e oito foram feridos no confronto, segundo as autoridades colombianas. Cinco soldados que estavam desaparecidos foram encontrados pelas tropas horas depois.

Compromisso – No começo de abril, as Farc libertaram seus últimos reféns militares, dez policiais que estavam sequestrados há mais de 12 anos. Em comunicado emitido em março, depois de um violento ataque das Farc em Arauquita (próximo à fronteira com a Venezuela), a guerrilha anunciou o fim do sequestro de civis.

(Com agência EFE)

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