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França identifica mais dois suspeitos de ataques em Paris

Homens, que cometeram atentados suicidas, são da França e da Síria

A França identificou nesta segunda-feira mais dois suspeitos de envolvimento nos ataques de 13 de novembro em Paris, que deixaram 129 mortos. Segundo a procuradoria geral da cidade, um deles é Samy Amimour, um francês de 28 anos que cometeu um atentado suicida na boate Bataclan. O outro é Ahmad Al Mohammad, um homem de 25 anos nascido na cidade de Idlib, na Síria, que foi um dos três responsáveis por explodir uma bomba na frente do Estádio da França.

Amimour já havia sido acusado de terrorismo em 2012. Ele foi submetido a supervisão judicial, mas saiu do radar das autoridades francesas e passou a ser alvo de uma ordem de prisão internacional. Já Mohammad foi identificado a partir de suas impressões digitais, que correspondem às de alguém que passou pela Grécia em outubro deste ano junto com um grupo de refugiados.

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Até agora, as autoridades francesas já identificaram cinco dos sete suspeitos militantes do grupo Estado Islâmico (EI) que morreram nas ações. Ismael Omar Mostefai, 29 anos, tem origem argelina e cresceu em Courcouronnes, região Sul de Paris. Ele seria um dos homens-bomba que atacaram a boate Bataclan. Já o outro suspeito de ter explodido uma bomba em frente ao Estádio da França é Bilal Hadfi, nascido na Bélgica e com idade entre 19 e 20 anos. O francês Ibrahim Abdeslam, de 31 anos, é acusado de também ter cometido um ato suicida na sexta-feira em Paris.

Os investigadores apontam ainda que um oitavo suspeito de estar envolvido nos atos terroristas conseguiu fugir em um carro preto. Trata-se de Salah Abdeslam, de 26 anos, nascido na Bélgica e irmão de Ibrahim Abdeslam. Ele teve sua identidade e foto divulgadas na tarde deste domingo. Nesta segunda-feira, foi realizada uma operação policial em Molenbeek, distrito de Bruxelas, com o objetivo de encontra-lo, mas não foi bem sucedida.

Na busca, a polícia encontrou o outro irmão de Ibrahim e Salah, Mohamed Abdeslam. “Os meus pais estão completamente chocados com essa tragédia. Os meus dois irmãos são normais e eu nunca havia notado nada de estranho neles”, disse Mohamed à imprensa após ser liberado pelas autoridades. “Ainda não sabemos de Salah. Talvez ele apenas não tenha se arriscado a aparecer para a polícia. Nós não sabemos onde ele está nem temos nenhuma informação. Os meus irmãos são crescidos, nós não perguntamos a eles o que eles fazem com o seu tempo. Eu estou tocado pelo acontecimento. Penso nas vítimas e em suas famílias”.

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Da redação