França diz ter provas de que regime sírio usou armas químicas em Duma

Presidente francês disse que atacará o país quando considerar mais oportuno

Por Da redação - 12 abr 2018, 13h53

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que possui provas de que o governo da Síria atacou a cidade de Duma com armas químicas no último final de semana, reiterando sua intenção de realizar ataques aéreos contra o país caso seja necessário. “Responderemos oportunamente, quando considerarmos que será mais útil e eficaz”, disse o líder francês, acrescentando que encontraram evidências de que o regime do ditador Bashar Assad usou cloro contra a população da região controlada pelos rebeldes.

O presidente, que disse ter sido afetado pelas imagens do ataque em Duma, afirmou que a intervenção deve estar destinada a impedir que Damasco volte a fazer uso dessas armas químicas, embora não tenha dado mais detalhes sobre a mesma.

Em contato “diário” com seu colega americano Donald Trump, Macron garantiu que a intervenção na Síria estava destinada a lutar contra o jihadista Estado Islâmico (EI), mas que esse país “abriga várias guerras dentro da guerra” nas quais “nem tudo está permitido”.

A intervenção deve contribuir também para “preparar a Síria de amanhã” que tem que estar dirigida por um governo “que inclua a todas as minorias”. O presidente francês indicou que está em contato regular também com seu colega russo, Vladimir Putin, aliado de Assad.

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“O mundo é caótico e há situações inaceitáveis. O que tentamos é manter ao máximo a estabilidade da região. A França não permitirá que haja uma escalada e nem que nada danifique essa estabilidade”, indicou.

A chanceler alemã, Angela Merkel, também considerou “evidente” que o regime sírio ainda dispõe de um arsenal químico, enfatizando que Berlim “não participaria de ações militares” contra Damasco.

Na quinta-feira, Donald Trump voltou atrás em seu discurso e afirmou que nunca disse quando haveria um ataque de seu país à Síria. Um dia antes, o americano havia postado em seu Twitter para que a Rússia se preparasse, pois mísseis viriam.

A Organização Internacional para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) anunciou que se reunirá na segunda-feira para discutir o suposto ataque químico em Duma.

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A Rússia pediu nesta quinta às potências ocidentais que reflitam seriamente sobre as consequências de suas ameaças de atacar a Síria.

(Com AFP e EFE)

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