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França confirma rebaixamento da nota de sua dívida pela S&P

Por Da Redação - 13 jan 2012, 17h38

Paris, 13 jan (EFE).- O ministro de Economia da França, François Baroin, confirmou nesta sexta-feira que a agência de classificação de risco Standard and Poor’s (S&P) rebaixou a nota da economia do país para AA+, tirando-a da avaliação máxima.

Baroin disse que a França recebeu a comunicação da agência ‘da mesma forma que outros países europeus’, mas não detalhou quais.

‘Confirmo que a França recebeu, como a maioria dos países da zona do euro, uma modificação em sua nota, rebaixada em um ponto, da mesma agência que rebaixou os Estados Unidos e que nos alertou disso há um ano’, afirmou o ministro à emissora pública ‘France 2’.

Para Baroin se trata de uma decisão esperada e que ‘não é uma catástrofe’, mas confessou que preferia não tê-la recebido.

A decisão da S&P ‘relembra ao Governo a necessidade de manter as reformas’, frisou Baroin, que revelou que a agência pediu aos países que ‘estabilizem a zona do euro em sua governança’.

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O ministro da Economia usou o exemplo dos EUA, cuja dívida foi degradada em um nível no ano passado pela mesma agência. ‘É o paradoxo desta crise. A França nunca teve empréstimos tão baratos desde a criação do euro’, considerou.

Baroin destacou que o Governo está no caminho correto e que ‘não são as agências de classificação que ditam a política da França’, por isso salientou que ‘prosseguirão e amplificarão as reformas’.

Neste sentido, assinalou que na próxima semana serão anunciadas novas medidas de apoio ao crescimento econômico e à competitividade, mas descartou um novo plano de austeridade porque, segundo disse, ‘o que havia para fazer nesse ponto já foi feito’ nos dois programas anteriores apresentados por seu Governo.

O ministro também ressaltou o baixo impacto que a decisão da S&P teve nos mercados porque ‘anteciparam’ a medida da agência.

As bolsas europeias fecharam com perdas moderadas perante os rumores que S&P se dispunha a rebaixar a qualificação de vários países da zona do euro, o que foi confirmado após o fechamento dos mercados. EFE

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