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França adota sua própria ‘taxa das blusinhas’: até R$ 120 por peça

Penalidades financeiras buscam frear crescimento da moda 'fast fashion' no país

Por Luiza Zubelli 28 ago 2026, 16h49
França adota sua própria ‘taxa das blusinhas’: até R$ 120 por peça Priorizar nos meus resultados Google

A França anunciou nesta sexta-feira, 28, que gigantes da “fast fashion“, como Shein e Temu, terão que pagar mais por produtos vendidos no país a partir de 1º de setembro.

O Ministério da Transição Ecológica da França publicou nesta sexta uma portaria no Diário Oficial do país estabelecendo as condições para a aplicação das penalidades financeiras, com base na pontuação ambiental de cada produto. As punições serão introduzidas de forma progressiva, de modo a chegar a 19,50 euros (R$ 117) por peça em 2030.

Segundo a agência de notícias AFP, nos primeiros dois anos (2026 e 2027), as empresas terão que pagar:

  • 0,50 euro (R$ 3) por cada cueca boxer ou par de meias;
  • 2 euros (R$ 12) por cada camiseta;
  • 9 euros (R$ 54) por cada calça jeans;
  • 12 euros (R$ 72) por cada casaco.
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Os valores arrecadados pelas multas serão direcionados para empresas com melhor desempenho ambiental, de acordo com informações divulgadas pelo gabinete do ministro em julho. O montante, que ainda não foi especificado, será “mais do que suficiente” para financiar as bonificações previstas para estas companhias.

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O ministro da Transição Ecológica, Mathieu Lefèvre, declarou em seu perfil na rede social X, antigo Twitter, que a França se torna “pioneira na Europa” com esta nova medida para “combater um modelo baseado em fazer uma peça de roupa passar, em tempo recorde, das prateleiras de uma loja para a lixeira de sua casa”.

No fim de junho deste ano, o parlamento francês aprovou uma lei para frear o crescimento da moda “ultra fast fashion” no país por causa de seu impacto no meio ambiente. Empresas asiáticas estão entre as mais atuantes neste ramo, mas companhias europeias como Zara e Kiabi também se encaixam na categoria.

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Por enquanto, ainda não se sabe como a aplicação da lei vai afetar os preços das roupas no país. No fim de julho, a China advertiu a França que poderia tomar medidas contra a nova legislação, considerada discriminatória pelos chineses e contrária aos princípios comerciais.

No Brasil, a chamada “taxa das blusinhas” foi derrubada pelo governo federal por meio de uma medida provisória publicada em 13 de maio. Até então, as importações com valor de até 50 dólares estavam sujeitas a uma tarifa de importação de 20%. A taxa foi implementada pelo programa Remessa Conforme e estava em vigor desde 2024, tendo sido criada justamente para controlar a entrada avassaladora que as importações desse tipo passaram a ter no país conforme as plataformas chinesas de e-commerce se popularizavam.

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