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França acredita que terroristas tinham cúmplices

Primeiro-ministro confirmou que o alerta de terrorismo segue no nível máximo e que as forças de segurança estão procurando que apoiou os ataques

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, assinalou nesta segunda-feira que os serviços de segurança acreditam que os terroristas que agiram na semana passada tinham cúmplices, que agora estão sendo procurados, e anunciou um reforço das medidas de segurança em sinagogas, escolas judaicas e mesquitas. Em entrevista às emissoras RMC e BFM TV, Valls não quis dar mais detalhes porque “é preciso seguir pistas”.

O primeiro-ministro afirmou que o plano antiterrorista não só vai ser mantido em seu máximo nível, mas vão ser convocados mais militares e forças da ordem para proteger locais que podem atrair ataques. Perguntado por Hayat Boumeddienne, companheira do terrorista Amedy Coulibaly responsável pela tomada de reféns e assassinatos em um supermercado judeu, Valls indicou que ela está “provavelmente na Turquia ou na Síria”.

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Vídeo – O vídeo em que Coulibaly jura obediência ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) trouxe dúvidas sobre a relação dele com outros autores dos ataques. Os irmãos Said e Cherif Kouachi alegaram ser da Al Qaeda, uma organização extremista rival do EI. Os extremistas do EI não cooperam com militantes da Al Qaeda e os dois grupos lutam por território em um conflito paralelo em meio à guerra civil na Síria. Questionamentos sobre as conexões entre os três autores dos ataques na França passaram a ser feitos, como por exemplo se eles agiram com conhecimento das redes ou se a amizade entre eles permitiu colocar os conflitos de lado.

Em um vídeo verificado por órgãos de inteligência, Coulibaly disse que atuou de forma coordenada com os irmãos Kouachi, a quem se referiu como “os irmãos do nosso time”. Os Kouachi realizaram os ataques à sede do semanário satírico Charlie Hebdo, deixando doze mortos. “Fizemos as coisas um pouco juntos e um pouco em separado, para que tivesse mais impacto”, disse Coulibaly em vídeo falando um francês fluente. Ele acrescentou que ajudou os irmãos financeiramente com “alguns milhares de euros” para a operação. O vídeo também mostra o atirador fazendo flexões de braço e mostra rifles automáticos, pistolas e munição.

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Enquanto Cherif Kouachi foi condenado por terrorismo em 2008 e acredita-se que seu irmão Said tenha treinado e lutado com forças da Al Qaeda no Iêmen, não há evidências até o momento de que Coulibaly tenha sequer ido à Síria ou ao Iraque, onde o Estado Islâmico atua.

(Com agências EFE e France-Presse)