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Fórum alerta para os riscos à democracia na AL

Calderón, anfitrião do evento, fala em possíveis retrocessos

Apesar de todos os avanços políticos conseguidos na América Latina, a região não está isenta da possibilidade de “retrocessos” democráticos, alertou na noite de quinta-feira o presidente do México, Felipe Calderón, no encerramento do Fórum da Democracia Latino-Americana. “A região não está isenta de retroceder, tanto na política como na economia”, advertiu Calderón, encerrando um encontro que reuniu figuras políticas importantes durante quatro dias na capital mexicana.

Conforme Calderón, o risco de recuo na democracia estará “sempre presente” entre os países latino-americanos. Para garantir que esses retrocessos não ocorram, é preciso assegurar “concorrência justa, liberdade de organização e voto e respeito aos meios de comunicação”, afirmou. “A conquista da democracia não é como o ‘viveram felizes para sempre’ dos contos de fadas”, comparou Calderón, pedindo atenção permanente à manutenção dos valores democráticos.

O fórum, organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pela Organização dos Estados Americanos (OEA) e pelo Instituto Federal Eleitoral (IFE) do México, analisou as perspectivas democráticas para a região. A OEA apresentou no evento seu segundo relatório sobre a democracia na América Latina. No texto, ela pede maior arrecadação tributária para assegurar um estado forte, políticas de integração social e combate à falta de segurança.

Entre os participantes do evento estavam os ex-presidentes Carlos Salinas de Gortari (México), Julio María Sanguinetti (Uruguai), Ricardo Lagos (Chile) e Carlos Mesa (Bolívia). Também discursaram o secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, a secretária executiva da Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal), a mexicana Alicia Bárcena, e o titular da Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib), o uruguaio Enrique Iglesias.

Pelo setor empresarial, estava presente o magnata mexicano Carlos Slim, considerado o homem mais rico do mundo pela revista Forbes, com uma fortuna pessoal de aproximadamente 54 bilhões de dólares. Enrique Iglesias, da Segib, pediu à região que adote um papel mais dinâmico na esfera global e que aproveite as oportunidades que se abrem. Tanto Iglesias como os ex-presidentes Lagos e Sanguinetti pediram que se faça bom uso da atual bonança econômica.

(Com agência EFE)