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Forças israelenses matam dezesseis palestinos na fronteira de Gaza

Um dos mortos tinha 16 anos e a maior parte das vítimas foi alvejada por tiros, disseram médicos da Palestina, que estimaram centenas de feridos

Por Reuters Atualizado em 30 jul 2020, 20h24 - Publicado em 30 mar 2018, 11h38

Pelo menos dezesseis palestinos foram mortos e centenas ficaram feridos por forças de segurança israelenses confrontando uma das maiores manifestações palestinas na fronteira de Gaza com Israel dos últimos anos, disseram médicos na região.

  • Um dos mortos tinha 16 anos e a maior parte das vítimas foi alvejada por tiros, segundo médicos palestinos, que estimaram o número de feridos em cerca de 500.

    O exército israelense informou que suas tropas usaram “meios de dispersão e atiraram em direção aos principais instigadores”, com alguns deles “rolando pneus em chamas e arremessando pedras” contra a cerca da fronteira e os soldados.

    Autoridades de saúde da Palestina disseram que as forças israelenses usaram principalmente armas de fogo contra os protestantes, além de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Testemunhas afirmaram que o exército usou um drone em ao menos uma localização para lançar gás lacrimogêneo.

    A manifestação marcava o “Dia da Terra”, uma comemoração anual das mortes de seis cidadãos árabes de Israel mortos por forças de segurança israelenses durante protestos sobre o confisco de terras pelo governo no norte de Israel, em 1976.

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    A tensão se elevou ao longo da divisa porque o protesto coincidiu com a Páscoa judaica e as comemorações cristãs da Sexta-Feira da Paixão, quando as forças de segurança de Israel costumam ficar em estado de alerta acentuado.

    O foco das preocupações foi uma manifestação com barracas à qual compareceram dezenas de milhares de residentes de Gaza, incluindo famílias com crianças, que se reuniram em vários locais a algumas centenas de metros da cerca da fronteira situada ao leste da Cidade de Gaza.

    Centenas de jovens palestinos ignoraram pedidos dos organizadores para que mantivessem distância, aumentando o risco.

    O chefe militar do Estado judeu disse que mais de 100 franco-atiradores do Exército foram mobilizados na fronteira com Gaza por precaução.

    Escavadeiras foram usadas para aumentar uma série de pilhas de terra do lado israelense da cerca e fileiras adicionais de arame farpado foram instaladas para conter qualquer tentativa maciça de rompimento da barreira.

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