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Força-tarefa busca sobreviventes após terremoto que matou 13 pessoas no Japão

A região de Kumamoto, já marcada por abalos sísmicos, sofre com danos extensos, interrupção de serviços e mais de 9 mil desabrigados

Por Amanda Péchy Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jul 2026, 10h12 | Atualizado em 29 jul 2026, 10h50
Força-tarefa busca sobreviventes após terremoto que matou 13 pessoas no Japão Priorizar nos meus resultados Google

Equipes de emergência no Japão continuaram as buscas, nesta quarta-feira, 29, por possíveis sobreviventes entre os escombros de um shopping que desabou devido a um terremoto que matou pelo menos 13 pessoas na véspera.

Uma explosão foi registrada no shopping quase 50 minutos depois do terremoto de magnitude 7,1, na terça-feira 28, na prefeitura de Kumamoto. Lá, em 2016,  dois terremotos deixaram quase 300 mortos.

O tremor na ilha de Kyushu provocou danos generalizados, derrubou residências, provocou incêndios e deixou dezenas de pessoas sem acesso à energia elétrica e ao fornecimento de água.

Edifício de vários andares com estrutura metálica exposta e escombros, indicando destruição. Trabalhadores de laranja e uma máquina vermelha estão no térreo, em meio aos destroços
Equipes de resgate procuram pessoas desaparecidas no Aeon Mall, que foi danificado por uma explosão após um terremoto na prefeitura de Kumamoto, Japão. 29/07/2026 – (Tomohiro Ohsumi/Getty Images)

Akio Yoshika, presidente da empresa operadora do shopping center Aeon, disse que três pessoas morreram no local, na cidade de Kashima. Ele acrescentou que há três desaparecidos e uma pessoa em parada cardiorrespiratória.

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“A causa (da explosão) está sendo investigada, mas possivelmente foi provocada por gás”, declarou Keiji Ohno, executivo da Aeon.

As autoridades também confirmaram cinco mortes e quatro pessoas desaparecidas na fábrica da Nippon Paper Industries em Yatsushiro, onde uma chaminé desabou.

Outras nove pessoas continuam desaparecidas na região, informaram as autoridades.

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Mais 100 policiais, 450 bombeiros e 170 soldados participam da força-tarefa mobilizada no Aeon Mall, segundo o porta-voz do governo, Minoru Kihara. No total, o Exército japonês mobilizou 3.600 pessoas para as operações de resgate e enviou 20 aviões para avaliar os danos.

Abrigos

Mais de 9 mil pessoas passaram a noite em 506 abrigos, de acordo com o governo japonês, que também divulgou um balanço de sete pessoas gravemente feridas e 29 com ferimentos leves nas porções afetadas pelo tremor.

O terremoto, que ocorreu às 16h27 locais na ilha de Kyushu, atingiu o nível máximo (sete) na escala de intensidade sísmica de Shindo, uma referência japonesa que mede a força dos terremotos, informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

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Imagens de vários canais de televisão mostraram focos de incêndio, pontes rodoviárias parcialmente destruídas, edifícios que desabaram e vagões de trens de carga tombados. A circulação dos trens de alta velocidade foi suspensa na região.

“Foi o terremoto mais violento que já senti. As paredes e janelas ficaram danificadas. A porta principal, declarada patrimônio cultural nacional, desabou”, lamentou Kanzo Matsumoto, de 73 anos, gerente de um hotel de águas termais em Yatsushiro. “O fornecimento de água foi cortado e não estamos recebendo hóspedes. Temo que tenha um grande impacto no nosso turismo”, completou.

A emissora pública NHK informou que dois hospitais atenderam pelo menos 50 pacientes feridos cada. “Estão chegando pessoas com queimaduras e fraturas depois que ficaram presas sob escombros devido ao terremoto. As ambulâncias não param de trazer feridos”, declarou um funcionário de um hospital.

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Sem luz

A Autoridade Reguladora Nuclear do Japão enfatizou que não detectou nenhuma anomalia imediata nas usinas nucleares da região. No entanto, nesta quarta-feira, 36.880 residências e instalações ainda estavam sem energia elétrica na prefeitura de Kumamoto, segundo a empresa Kyushu Electric Power.

Vista aérea de um homem de capacete e roupa azul limpando um pátio escuro com uma mangueira de alta pressão, espalhando detritos brancos. Ao fundo, uma casa de telhado escuro e paredes de tijolos, e um prédio maior, parcialmente destruído, com janelas quebradas e estrutura metálica exposta. Árvores verdes densas cercam a cena, com vegetação rasteira à esquerda e direita
Um trabalhador conserta linhas de energia do lado de fora do Aeon Mall após um terremoto na prefeitura de Kumamoto, Japão. 29/07/2026 – (Tomohiro Ohsumi/Getty Images)

Kumamoto foi afetada em 2016 por dois terremotos devastadores: um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3. Os tremores deixaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.

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O Japão é um dos países mais expostos a terremotos no mundo por estar localizado na união de quatro grandes placas tectônicas ao longo da borda ocidental do “Círculo de Fogo” do Pacífico.

O país continua marcado pela lembrança do gigantesco terremoto submarino de magnitude 9,0 de 2011, que desencadeou um tsunami devastador, com quase 18.500 mortos ou desaparecidos, e uma catástrofe na usina nuclear de Fukushima.

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