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Foguetes lançados de Gaza quebram trégua humanitária

Nenhum grupo assumiu a autoria dos disparos contra o território israelense. Cessar-fogo com previsão de cinco horas serviria para ajudar os palestinos

Milícias na Faixa de Gaza dispararam três foguetes que caíram nesta quinta-feira em território israelense em pleno “cessar-fogo humanitário” de cinco horas de duração, relata a rede CNN. Segundo a imprensa local, os alarmes soaram em várias localidades próximas do território palestino e três morteiros caíram no Conselho Regional de Eshkol, mas não causaram vítimas, apenas danos estruturais. Nenhum grupo assumiu a autoria dos disparos. O pedido de cessar-fogo foi feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) e tanto Israel como o Hamas se comprometeram a respeitá-lo com o objetivo de permitir a retirada dos feridos mais graves de Gaza e o abastecimento de bens essenciais ao território palestino.

A trégua foi solicitada pelo enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Robert Serry, por causa da morte de quatro meninos palestinos na quarta-feira em uma praia de Gaza por um bombardeio da Marinha israelense. Israel antecipou ontem que “se o Hamas, ou qualquer outra organização terrorista, aproveitarem esta janela humanitária para realizar ataques contra civis israelenses e alvos militares, o Exército responderá com firmeza e de forma contundente”. Tratava-se do primeiro cessar-fogo aceito pelas duas partes desde que Israel iniciou sua ofensiva militar em Gaza, na semana passada.

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Antes da trégua, que estava prevista para acontecer das 10h (4h de Brasília) às 15h (9h de Brasília), a aviação israelense continuou na manhã desta quinta com os bombardeios contra diferentes alvos na Faixa de Gaza, que causaram a morte de cinco palestinos, entre eles um idoso, enquanto milicianos do Hamas persistiam com os disparos contra Israel.

De acordo ao porta-voz do Ministério da Saúde em Gaza, Ashraf al Qedra, os últimos cinco mortos foram vítimas dos bombardeios israelenses na Cidade de Gaza e nas regiões central e sul do território palestino, que também deixaram mais cinco feridos. Com as últimas vítimas, o funcionário calculou em 227 o número total de palestinos mortos e em 1.685 o de feridos, mais da metade deles civis, desde que Israel iniciou a ofensiva militar Limite Protetor em Gaza, em 8 de julho.

Troca de agressões – Os estrondos causados por sucessivas bombas disparadas por caças e aviões não tripulados do Exército israelense eram ouvidos esta manhã, ao mesmo tempo em que milicianos em Gaza disparavam vários foguetes contra povoações israelenses próximas das fronteiras com a Faixa e no centro do país. O braço armado do grupo islamita Hamas assumiu a autoria dos disparos de mais de uma dezena de projéteis contra alvos no centro de Israel.

Na manhã de hoje, Israel frustrou um ataque de treze milicianos de Gaza através de um túnel pelo qual se infiltraram em território israelense, a dois quilômetros de um kibutz, informaram as Forças Armadas. “Quando os milicianos saíram do túnel foram identificados e atacados pelo ar”, detalhou um porta-voz militar, que acrescentou que esta foi a quarta vez que grupos armados de Gaza tentaram realizar um ataque desse tipo.

(Com agência EFE)