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FMI inclui Brasil em alerta sobre crescente tensão política no mundo

Fundo alerta para recuperação econômica global em que "os pobres ficam mais pobres e a agitação social e as tensões geopolíticas aumentam"

Por Ernesto Neves Atualizado em 27 jul 2021, 15h44 - Publicado em 27 jul 2021, 15h43

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório nesta terça-feira (27) em que alerta para os riscos de uma retomada desigual na economia do mundo. Segundo a economista-chefe da entidade, Gita Gopinath, há um fosso crescente entre as economias mais avançadas e os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Isso acontece devido à falta de vacina nos países em desenvolvimento, assim como os riscos fiscais encarados na retomada. 

O Panorama Econômico Mundial do FMI afirma que a economia deve crescer 6% este ano. O problema é que a retomada deverá se concentrar nas nações ricas graças ao avanço acelerado da vacinação.

Quase 40% das pessoas nas economias avançadas já estão totalmente vacinadas. Quando se trata dos mais países emergentes, porém, o percentual despenca para 11%.

O país destaca ainda o cenário econômico em uma série de nações, incluindo o Brasil.  Isso porque o Banco Central brasileiro precisou aumentar as taxas de juros como forma de conter a inflação.

A carestia nos preços, destaca o FMI, é um fenômeno que castiga particularmente os mais pobres. Além do caso brasileiro, o FMI destaca Rússia, Hungria, México e Turquia como possíveis pontos de instabilidade. 

“O agravamento da pandemia e das condições financeiras infligiriam um duplo golpe nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento e atrasaram severamente suas recuperações”, diz Gita Gopinath.

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