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Filho de político chinês teria batido Ferrari em ‘jogo sexual’

O jovem morto em março deste ano, após bater seu carro de luxo, estava acompanhando de duas moças nuas. Na época, sua identidade foi alterada

Pouco após a imprensa publicar que o ex-chefe da Direção Geral do Comitê Central do Partido Comunista chinês, Ling Jihua, seria o pai do jovem morto após bater uma Ferrari 458 Spider, em março deste ano, novos detalhes picantes do caso foram divulgados. Segundo informações publicadas nesta quarta-feira pelo jornal inglês The Sun, Ling Gu estaria participando de uma espécie de “jogo sexual” no momento em que se acidentou. Regras e objetivos do “jogo” não foram esclarecidos, mas segundo o Sun, a participação estava condicionada ao uso de “alta velocidade”. Não se sabe se outras pessoas, em veículos diferentes, estavam na “competição”.

O corpo do jovem, de 23 anos, foi retirado nu das ferragens do automóvel, enquanto duas outras moças gravemente feridas foram encontradas no carro, uma também sem roupa alguma e outra parcialmente vestida. O nome do jovem teria sido trocado nos registros oficiais para despistar sua ligação com o político. Apesar de as autoridades comunistas nunca terem admitido que ele era filho de Ling Jihua, o caso provocou uma forte censura no país, a ponto dos sites de busca bloquearem a expressão ‘Ferrari negro’.

Especulações sobre o caso tiveram fim após o South China Morning Post, um jornal de Hong Kong, informar na última segunda-feira, com base em fontes não reveladas, que Ling Jihua foi rebaixado por ser o pai do jovem desconhecido que morreu no acidente. O rebaixamento foi anunciado de forma sucinta pela agência estatal chinesa Xinhua, neste final de semana, sem explicar o motivo da mudança. O caso foi revelado em um momento incômodo para as autoridades chinesas, a poucas semanas do Congresso do Partido Comunista, que em outubro renovará a elite de dirigentes do país.

Saiba mais: O teatro político por trás do caso Bo Xilai

Caso Bo Xilai – Também nesta quarta-feira voltou ao noticiário o mais recente escândalo político da China: o caso Bo Xilai. Wang Lijun, ex-chefe de polícia ligado ao ex-dirigente chinês, foi indiciado pela Justiça por “deserção, abuso de poder e aceitar propina”. O pedido de asilo político realizado por Wang Lijun a uma sede diplomática americana em fevereiro deste ano foi o estopim para que a mulher de Bo Xilai, Gu Kailai, fosse detida pelo assassinato do empresário britânico Neil Heywood. Ela foi condenada à pena de morte, mas poderá ter a punição reduzida para prisão perpétua.

(Com Agência France-Presse)