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FBI vai investigar ataque cibernético contra o estúdio Sony

Empresa desconfia que ação tenha partido de hackers da Coreia do Norte, em um ato em represália à comédia que faz piada com a ditadura de Kim Jong-un

O FBI entrou na investigação sobre o ataque cibernético contra o estúdio Sony Pictures. A invasão provocou o vazamento de cinco filmes do estúdio e fez com que a empresa decidisse não usar os seus sistemas de computadores por vários dias como medida preventiva. A diretoria da Sony desconfia que o ataque tenha partido de hackers da Coreia do Norte, em represália à comedia The Interview (A Entrevista, na tradução literal), que faz piada com o regime de Kim Jong-un. Por enquanto, a polícia federal americana se limitou a comunicar que “trabalha para investigar o ataque cibernético contra a Sony”.

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Com estreia prevista para 25 de dezembro nos Estados Unidos, The Interview retrata os comediantes James Franco e Seth Rogen em uma hipotética missão da CIA para assassinar o ditador norte-coreano. A produção provocou a ira de Pyongyang que, em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou que o filme era um “ato de guerra” dos Estados Unidos. O país também pediu que os envolvidos na produção do longa-metragem fossem punidos.

Vazamentos – Mesmo sem ter a comédia roubada pelos hackers, a Sony pode enfrentar um prejuízo de milhões de dólares com os títulos vazados na internet, reportou o jornal The Guardian. Entre eles está Fury, um longa-metragem sobre a II Guerra Mundial que tem Brad Pitt no elenco e estreou nos EUA neste segundo semestre, e a aguardada refilmagem do musical Annie, cuja estreia nos cinemas americanos estava prevista para o Natal. Outras produções vazadas pelos hackers são Mr. Turner, Still Alice e To Write Love on Her Arms.

​Segundo o site da revista Variety, os ataques à Sony ocorreram em novembro. Uma imagem de esqueleto aparecia na tela dos computadores do estúdio com a mensagem “Hackeado pelo #GOP”, cuja sigla faz alusão ao grupo de criminosos virtuais Guardians of Peace (Guardiões da Paz). Os invasores ameaçavam liberar “segredos e informações confidenciais”, mas não se sabe quais informações os hackers tiveram acesso.

(Com agência EFE)