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FBI refuta acusação de Trump sobre escutas do governo Obama

Em audiência no Congresso, o diretor do FBI, James Comey, contestou o presidente e revelou a existência de uma investigação sobre ciberataques russos

Por Da redação - 20 mar 2017, 16h42

O diretor do FBI, James Comey, contestou publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira, ao questionar as alegações de que seu sucessor, Barack Obama, monitorou sua campanha eleitoral em 2016 através de escutas telefônicas. Comey foi apoiado pelo chefe da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla inglês), o almirante Mike Rogers, que também participou da audiência com o Congresso americano.

“Com respeito aos tuítes do presidente sobre as supostas escutas dirigidas a ele pelo governo prévio, não tenho informações que sustentem estes tuítes e nós olhamos com cuidado dentro do FBI”, disse Comey, ao ser questionado pelo Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados. Sem citar provas, o atual presidente afirmou no início do mês que Obama ordenou a instalação de escutas na Trump Tower, seu quartel-general de campanha em Nova York.

Rogers sustentou a afirmação do FBI e acrescentou que não há pistas que apontem para uma suposta participação da inteligência britânica nos grampos aparentemente inventados por Trump, outra acusação do magnata. “Eu não vi nada no lado da NSA que aponte que nos envolvemos nessas atividades, nem que qualquer pessoa tenha feito nisso”, afirmou o almirante.

Rússia

Durante a audiência, Comey confirmou o que até agora era especulado pela imprensa: desde julho, o FBI conduz uma investigação sobre os possíveis esforços do governo russo para interferir na última eleição americana. De acordo com o diretor, a agência também avalia se houve qualquer contato entre a campanha de Trump e Moscou. “Por ser uma investigação aberta, em andamento e ser confidencial, não posso dizer mais sobre o que estamos fazendo e quais condutas estamos examinando”, afirmou Comey.

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Enquanto transcorria a audiência, que segue durante a tarde de hoje, Trump fez suas próprias avaliações do evento via Twitter – com interpretações equivocada das falas de Comey e Rogers. Mesmo após o FBI confirmar uma investigação sobre a interferência russa, Trump publicou um trecho da audiência na rede social onde ambos são questionados, especificamente, sobre a alteração de votos. “A NSA e o FBI contam ao Congresso que a Rússia não influenciou o processo eleitoral”, escreveu o presidente.

(Com Reuters e EFE)

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