FBI informou Holanda sobre irmãos Bakraoui uma semana antes dos atentados

O primeiro-ministro Mark Rutte irá se explicar hoje no Parlamento holandês. Na Bélgica, o governo também está sendo pressionado pelas falhas na segurança

Por Da Redação - 29 mar 2016, 11h48

O FBI (a polícia federal americana) informou a polícia da Holanda, seis dias antes do duplo atentado em Bruxelas, dos antecedentes penais e extremistas dos irmãos Ibrahim e Khalid el Bakraoui, os terroristas suicidas que explodiram bombas no aeroporto e no metrô da capital da Bélgica em 22 de março, informou nesta terça-feira a agência holandesa ANP. Em carta na qual responde perguntas da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, o ministro da Justiça da Holanda, Ard van der Steur, afirmou que o FBI informou à sua polícia em 16 de março, e um dia depois foram estabelecidos “contatos entre os serviços policiais da Holanda e da Bélgica”.

Os agentes americanos informaram a Holanda do “histórico penal” de Ibrahim, um dos dois terroristas que se suicidaram no aeroporto internacional de Zaventem, e dos “antecedentes radicais e terroristas” de Khalid. Ibrahim e Khalid el Bakraoui faziam parte de uma lista dos serviços de inteligência americanos, que os classificaram de “ameaça potencial”. O governo do primeiro-ministro Mark Rutte tem de se explicar hoje no Parlamento holandês pelo caso de Ibrahim el Bakraoui, assim como o primeiro-ministro belga, Charles Michel, fará na câmara em Bruxelas, depois de a Turquia ter avisado os dois países da detenção e da entrega dele à Holanda em 14 de julho.

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Holanda e Bélgica argumentaram que a Turquia não os comunicou a tempo dos motivos da expulsão de Ibrahim após ser detido na fronteira turco-síria. A Turquia rebateu, garantindo ter informado que era um combatente estrangeiro. Ibrahim não estava registrado pelas autoridades holandesas, nem em nenhuma lista internacional, por isso pôde atravessar da Holanda à Bélgica sem ser detectado, disse Van der Steur.

O ministro de Interior belga, Jan Jambon, acusou na semana passada a polícia da embaixada belga em Istambul de ter sido negligente com a informação turca. Jambon vem sendo duramente criticado pelas falhas na segurança interna da Bélgica, que é de responsabilidade de sua Pasta, e pode deixar o governo em breve.

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(Da redação)

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