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Favoritos denunciam irregularidades em eleições presidenciais

Mais de 1.300 reclamações devem ser analisadas por Comitê Eleitoral

Por Da Redação
6 abr 2014, 15h10

Os três favoritos na disputa presidencial no Afeganistão denunciaram neste domingo irregularidades e fraudes graves nas eleições realizadas neste sábado, embora tenham saudado o entusiasmo dos eleitores que compareceram em massa às urnas, mesmo com as ameaças dos talibãs. Mais de 1.300 reclamações foram apresentadas, muitas delas ligadas à falta de cédulas e ao atraso na abertura de seções de votação. O comitê encarregado de receber as queixas disse que o prazo vai até a meia-noite de segunda-feira. Depois disso, as reclamações serão analisadas pela Comisão Eleitoral do país.

Dos treze milhões de aptos a votar, mais de sete milhões de afegãos foram às urnas, o dobro do comparecimento registrado na eleição presidencial de 2009. A previsão é que a contagem de votos dure uma semana antes que os resultados sejam divulgados. Se nenhum dos oito candidatos conseguir mais de 50% dos votos, haverá um segundo turno, provavelmente no dia 28 de maio. O processo vai indicar o sucessor de Hamid Karzai, que ocupa o poder há 12 anos, depois de vencer os pleitos de 2004 e 2009 em meio a suspeitas de fraude.

Esta primeira transferência de poder de um presidente afegão eleito democraticamente para outro é considerada uma prova decisiva para um país que deverá demonstrar sua estabilidade quando não contar mais com as forças da coalizão em seu território, o que deverá ocorrer no final deste ano. O grande comparecimento às urnas é visto como um indicativo de que o talibã já não tem mais capacidade de afundar o país no caos quando as tropas estrangeiras voltarem para casa.

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O Conselho de Segurança da ONU elogiou a “valentia dos afegãos que votaram, apesar das ameaças e da intimidação dos talibãs e de outros grupos extremistas e terroristas”. A Casa Branca, por sua vez, disse que as eleições representam outro marco importante na tomada completa de responsabilidade por parte dos afegãos de seu país”.

Talibã – “Foi um grande dia para a democracia no Afeganistão”, declarou neste domingo Zalmai Rasul, um dos três favoritos da disputa, em uma coletiva de imprensa em Cabul. Mas o ex-ministro das Relações Exteriores, considerado o candidato do presidente Karzai, acrescentou que “evidentemente, ocorreram problemas em alguns locais”. Apesar de não ter dado detalhes sobre quais foram os problemas, ele alertou que a votação não deve ser distorcida. “Um presidente eleito por meio de fraude não será aceito no Afeganistão”.

Outro candidato, Ashraf Ghani, ex-ministro das Finanças, enumerou problemas similares. “Recebemos informações de fraudes graves em vários lugares. Tudo foi listado e será transmitido ao comitê para ser investigado”, escreveu Ghani no Twitter.

Além disso, Abdullah Abdullah, o terceiro favorito nestas eleições que contam com oito aspirantes, classificou a eleição de grande sucesso, embora tenha estimado que não esteve “isenta de irregularidades”.

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Mortes – Um caminhão que transportava cédulas de votação foi destruído neste domingo por uma bomba de fabricação caseira na província de Kunduz (norte), deixando três mortos, segundo a polícia local. O chefe da seção local da comissão eleitoral independente, Amir Amza Ahmadzai, confirmou o incidente, mas ressaltou que as cédulas já haviam sido contabilizadas.

O Ministério do Interior afirmou que quase 200 pessoas, sendo 176 integrantes do Talibã, foram mortas durante a votação de sábado em conflitos armados por todo o país. Outras 75 pessoas ficaram feridas em choques com as forças de segurança que protegiam o processo eleitoral. Durante esses enfrentamentos, também foram mortos quatro civis e doze policiais, e foram confiscadas quase cem minas terrestres. Além disso, as autoridades detiveram a 31 pessoas relacionadas com episódios de fraude.

(Com agências France-Presse e EFE)

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