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Farc dizem que Langlois foi ferido em um braço e se entregou para não morrer

Caracas, 28 mai (EFE).- O comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) conhecido como ‘Colacho Mendoza’ afirmou que o jornalista francês Roméo Langlois foi baleado em um braço durante o confronto da guerrilha contra o Exército colombiano no qual foi sequestrado há um mês, mas se recupera bem, e disse que o repórter se entregou para salvar sua vida.

‘Primeiro ele foi ferido em um braço, uma bala que lhe entrou pelo lado do cotovelo e lhe saiu. Já tinha perdido a capacidade de movimento e acabou se entregando para salvar sua vida’, indicou Mendoza no trecho de um vídeo divulgado nesta segunda-feira pela rede de TV multinacional ‘Telesur’ com imagens de Langlois.

Horas mais cedo, a emissora sediada em Caracas tinha divulgado imagens do jornalista francês, em uma prova de vida na qual se vê Langlois respondendo a perguntas, descalço, aparentemente sorrindo e de banho tomado. Posteriormente, pode-se observar o momento em que o repórter recebe atendimento médico no braço.

Em outro trecho do vídeo divulgado posteriormente com testemunhos de ‘Colacho’, o líder guerrilheiro minimiza a gravidade da ferida. ‘O ferimento está evoluindo favoravelmente, não tem complicações. Em termos gerais, está bem’.

Ele explicou que a guerrilha percebeu a presença de um estrangeiro entre os integrantes do Exército colombiano quando ‘faltavam mais ou menos duas horas para acabar o combate’ e que posteriormente o francês se entregou.

‘Ele entendeu que não havia outra saída a não ser se deixar capturar ou morrer na batalha’, manifestou.

Mendoza afirmou que, no momento da captura, Langlois estava com uniformes militares e que o tiraram da ‘área de risco’ para levá-lo a um local onde puderam dar-lhe os primeiros socorros.

O guerrilheiro indicou que um enfermeiro está cuidando dele e se encarrega de administrar-lhe a medicação, e uma pessoa o alimenta.

Langlois foi capturado no dia 28 de abril quando acompanhava militares e policiais em uma operação antidrogas no departamento de Caquetá, momento em que foram surpreendidos por uma ofensiva da guerrilha. Por isso, as Farc o consideraram um ‘prisioneiro de guerra’. EFE