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FAO se compromete com Fórum Social a dar mais apoio a cooperativas

Porto Alegre, 24 jan (EFE).- O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano, se comprometeu nesta terça-feira diante de grupos do Fórum Social Mundial a promover a formação de cooperativas agrícolas, às quais considerou fundamentais para combater a fome no mundo.

‘A FAO precisa de cooperativas e organizações de produtores fortes como parceiros fundamentais no esforço para eliminar a fome que 925 milhões de pessoas sofrem e responder aos inúmeros desafios do mundo de hoje’, disse Graziano em Porto Alegre, onde nesta terça foi aberta uma nova edição do Fórum Social Mundial.

Segundo dados da FAO, no mundo existem cerca de 800 milhões de cooperativas rurais e, durante 2008, o lucro das 300 maiores somou US$ 1,1 trilhão.

Graziano afirmou que é necessário ‘localizar e divulgar as provas evidentes do impacto das cooperativas e das organizações de produtores na segurança alimentar em nível mundial’ e ‘fortalecer os laços com estes grupos’, pois ajudarão a atenuar a crise de fome nos países mais pobres do planeta.

O dirigente da FAO, que assumiu o cargo em 1º de janeiro, apontou que 2012 foi adotado pela ONU como o Ano Internacional das Cooperativas, motivo pelo qual a ocasião deve servir para ‘renovar o interesse e o apoio’ a esses pequenos grupos de produtores rurais.

A organização em cooperativas para a produção de alimentos, de acordo com a FAO, ajuda a reduzir os preços de adubos e sementes, o que barateia os produtos e fomenta emprego e renda entre os pequenos agricultores, que representam 75% da população dos países em desenvolvimento.

Dados divulgados pela FAO indicam que a organização promoveu no ano passado cerca de 180 programas e projetos que apoiavam a formação e a consolidação de grupos de pequenos produtores de diversos países da África e América Latina.

A luta contra a fome e a pobreza é um dos pontos centrais do Fórum Social Mundial, criado em 2001 em Porto Alegre e que até o próximo domingo se propõe a debater a crise financeira do sistema capitalista, a qual alerta desde sua fundação. EFE