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Famílias de vítimas do 11 de setembro esperam justiça

Os familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro expressaram nesta sexta-feira seu desejo de justiça, um dia antes do início do julgamento em Guantánamo contra os cinco acusados dos ataques de 2001 nos Estados Unidos.

Os representantes das famílias presentes na base naval americana em Cuba foram selecionados por sorteio para assistir ao julgamento de sábado. As demais famílias poderão acompanhar a audiência em telões gigantes colocados em quatro bases militares em solo americano.

Khaled Cheij Mohammed, o autoproclamado cérebro dos atentados, e quatro supostos cúmplices, se apresentarão pela segunda vez no sábado a um tribunal militar de exceção – criado há 11 anos pelo ex-presidente George W. Bush-, depois que o procedimiento foi interrompido com a eleição de Barack Obama que queria enviá-los frente à Justiça ordinária.

Caso sejam declarados culpados, os acusados enfrentarão pena de morte. “Não estou impaciente para tirar a vida de alguém, mas (os atentados) foram a coisa mais horrível, mais asquerosa, mais odiosa que jamais imaginei”, disse Cliff Russell, que perdeu seu irmão, um bombeiro, na queda das Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova York.

Tara Henwood, que também perdeu seu irmão nos atentados, declarou que (o julgamento) “acontece onde deve acontecer”. “Está aqui por uma boa razão”, disse. “Dez anos é muito para esperar que haja justiça”.

O presidente americano, Barack Obama, queria que o julgamento ocorresse em Manhattan, muito perto de onde estavam as Torres Gêmeas. Mas foi impedido pela oposição republicana no Congresso, que bloqueou a transferência a território americano de acusados de terroristmo.

Khaled Cheij Mohamed, um kwaitiano de 47 anos, o iemenita Ramzi ben al-Chaiba, o paquistanês Alí Abd al-Aziz Alí, apelidado de Mohamed al-Baluchi, e os sauditas Walid ben Attach e Mustafah al-Hussawi, serão acusados de “ser responsáveis pela preparação e execução dos atentados de 11 de setembro em Nova York, Washington e Shanksville (Pensilvânia), que mataram 2.976 pessoas”, segundo o Departamento de Defesa americano.