Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Família de capixaba morto por tubarão faz vaquinha para translado do corpo

Arthur Medici foi mordido na perna em Cape Cod, nos EUA, e não resistiu aos ferimentos; parentes arrecadaram US$ 26 mil

Por Da Redação 17 set 2018, 10h24

A família do brasileiro Arthur Medici, morto em um ataque de tubarão em Massachusetts, nos Estados Unidos, no último sábado (15), conseguiu arrecadar 26.000 dólares por meio de uma vaquinha online cobrir os custos dos serviços funerários e do translado do corpo.

Arthur, de 26 anos, foi mordido na perna enquanto estava no mar na praia de Newcomb Hollow, em Cape Cod. Esta foi a primeira morte do tipo na região em mais de 80 anos, segundo autoridades locais.

O brasileiro era natural de Vila Velha, no Espírito Santo, e morava em Revere, Massachusetts. Ele chegou a ser resgatado com vida e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

O corpo do estudante de engenharia será levado de Cape Cod para Boston, onde, segundo os familiares, será velado. Logo depois será transportado para Vitória, no Espírito Santo, onde será velado novamente e sepultado.

Para cobrir todos os gastos com transporte e serviços funerários, os parentes de Arthur organizaram uma vaquinha online. Em menos de um dia, a meta de 25.000 dólares (104.300 reais) propostas pelo financiamento coletivo foi superada.

Continua após a publicidade

A praia onde estava Medici foi interditada e proibida a banhistas. O último ataque mortal de um tubarão do qual se tem registro em Massachusetts data de 1936.

Medici morava nos Estados Unidos há quatro anos, onde estudava engenharia e trabalhava como entregador de pizza. Na página da vaquinha na internet, a família destacou a paixão do estudante pelos esportes.

“Arthur era um jovem muito feliz. Ele era um estudante de engenharia de 26 anos. Ele amava a vida, era membro ativo de uma Igreja Cristã, dedicava sua vida ao Senhor”, diz a descrição do financiamento coletivo.

“Ele amava trilhas, bicicleta, surfe e vários outros esportes. Nunca havia tempo ruim para ele. Ele estava sempre alegre e disposto a ajudar os outros, até dando de comer a moradores de rua”.

No Facebook, vários parentes e amigos lamentam a morte do jovem. Seu pai, Itamar Medici, fez uma homenagem ao filho, ao lado de uma série de fotos. “Estou sem chão e sem vontade de viver. Agora nada tem significado para mim”, escreveu na rede social.

(Com EFE, AFP e Agência Brasil)

Continua após a publicidade

Publicidade