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Família brasileira está entre os 16 mortos por ciclone na Itália

Pai, mãe e seus dois filhos de 16 e 20 anos morreram quando o porão em que moravam foi inundado

Por Da Redação - 19 nov 2013, 08h22

Ao menos dezesseis pessoas, incluindo uma família brasileira, morreram na ilha da Sardenha, Itália, após a passagem de um forte ciclone, na noite desta segunda-feira. Os ventos e chuvas provocaram inundações em várias áreas, deixando também muitos desabrigados. Os quatro brasileiros são, de acordo com a imprensa italiana, Isael Passoni, de 42 anos, a mãe, cuja identidade ainda não foi confirmada, e os filhos Weriston, de 20 anos, e Laine Kellen, de 16. Eles morreram em Arzachena, quando o porão em que viviam foi inundado.

O diretor de Defesa Civil italiana, Franco Gabrielli, atualizou o número de vítimas – de quatorze para dezesseis – ao chegar em Sardenha para coordenar as missões de ajuda. A cidade de Olbia, no nordeste da ilha, foi a mais afetada pelo ciclone Cleópatra e, por enquanto, foram contabilizados oito mortos nesta área. Olbia também sofreu deslizamentos de terra, queda de pontes e cortes no fornecimento de energia elétrica. (continue lendo o texto)

Ilha da Sardenha

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O prefeito de Olbia, Gianni Giovanneli, disse à emissora pública Radio1 que uma “autêntica tromba d’água” caiu sobre a cidade durante a noite e inundou em poucos minutos a região. O nível da água chegou a 3 metros de altura, transbordando os rios e provocando buracos nas estradas. Na cidade de Monte Pino, o desmoronamento de uma ponte deixou cinco mortos: três homens e uma mulher com sua filha, cujos carros caíram na água enquanto passavam pela estrada.

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CICLONE, FURACÃO, TUFÃO

Ciclone, tufão e furacão são nomes diferentes para um mesmo fenômeno – este último é mais usado pelos cientistas. A denominação, porém, varia conforme a região: costuma-se chamar de furacão quando acontece na América Central e nos EUA; tufão no extremo Oriente; e ciclone quando ocorre no oceano Índico. Os três termos se referem às mais fortes tempestades que ocorrem na natureza, com ventos de no mínimo 120 km/h e até 1.000 metros de diâmetro.

Centenas de pessoas tiveram de deixar suas casas devido às inundações e dezenas de cidades estão isoladas por causa do corte de luz e do bloqueio de estradas. Segundo o chefe regional do corpo de bombeiros de Sardenha, Silvio Saffiotti, foram enviados 350 homens a todo o território e nas próximas horas chegarão mais reforços. Além das vítimas, os danos materiais são grandes, há várias estradas danificadas e áreas agrícolas completamente destruídas.

De acordo com o Centro de Meteorologia da BBC, fortes chuvas estão previstas para os próximos dias na área e em outras regiões do Mediterrâneo. As condições instáveis ​​devem afetar toda a Itália e ameaçar outras regiões, particularmente Veneza.

(Com agência EFE)

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