‘Falso Justin Bieber’ é acusado de 931 crimes de pedofilia

O australiano de 42 anos usava perfis falsos na internet para se passar pelo jovem cantor e enganar menores de idade

Por Da redação - Atualizado em 9 mar 2017, 22h07 - Publicado em 9 mar 2017, 13h30

Um professor australiano foi acusado de ter cometido 931 crimes sexuais contra menores, após se passar pelo cantor Justin Bieber nas redes sociais. O homem de 42 anos persuadia crianças e adolescentes a enviarem imagens explícitas, informou nesta quinta-feira a polícia da Austrália.

O acusado, Gordon Douglas Chalmers, foi detido em novembro suspeito de ter cometido crimes de pedofilia, depois que autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos alertaram seus colegas do Estado australiano de Queensland. A polícia revistou a casa de Chalmers na cidade de Brisbane e o acusou de usar servidores para se conectar com menores de 16 anos e para ter acesso a material pornográfico infantil.

O detido se negou a dar acesso a suas contas nas redes sociais, mensagem e servidores virtuais à polícia que, nesta semana, após conseguir examinar seu computador, apresentou mais de 900 acusações adicionais de crimes sexuais. Segundo a rede BBC, os casos envolvem 157 vítimas ao redor do mundo, incluindo cinquenta nos Estados Unidos e vinte no Reino Unido. Entre as acusações há três crimes de estupro, cinco de “tratamento indecente” de menores de 12 anos e pelo menos 270 de produção de material de exploração infantil.

A polícia acredita que o acusado começou suas supostas atividades em 2007 e que utilizava meios como Facebook e Skype para se passar pela cantor canadense, persuadindo fãs. “Esta investigação demonstra a vulnerabilidade dos menores que utilizam redes sociais e aplicativos de comunicação, além do alcance global e habilidades dos delinquentes para cultivar e seduzir suas vítimas”, disse o inspetor de Queensland, Jon Rouse, segundo a emissora ABC.

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(Com EFE)

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