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Falhas em equipamento são novo obstáculo na busca por avião desaparecido

Submarino utilizado para mapear o fundo do oceano apresentou problemas técnicos e obrigou as equipes de resgate a retornarem à costa australiana

Por Da Redação - 15 Maio 2014, 14h41

O assunto já não ocupa as manchetes, mas as buscas pelo avião desaparecido da Malaysia Airlines continuam, mais de dois meses depois de a aeronave sumir dos radares quando ia de Kuala Lumpur a Pequim. No entanto, a operação encontrou mais um obstáculo esta semana. O navio australiano Ocean Shield, base das operações em alto mar, foi obrigado a retornar ao porto de Dampier por causa de problemas técnicos com o submarino não-tripulado americano Bluefin-21, que deve mapear o fundo do oceano na área onde, acredita-se, a aeronave caiu. É mais um motivo de irritação para as famílias das 239 pessoas que estavam no voo MH370, uma vez que os governos de Austrália, China e Malásia encerraram as buscas na superfície do Oceano Índico para se concentrarem apenas nas operações no fundo do oceano.

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Segundo o jornal The New York Times, o Ocean Shield chegou à área de buscas no sábado. O Bluefin-21 entrou em ação na tarde de quarta-feira, mas, duas horas depois, apresentou falhas na comunicação com o Ocean Shield e teve de ser trazido de volta à superfície. A equipe verificou que o transponder utilizado pelo Ocean Shield apresentava defeitos de hardware, assim como o sistema de localização do próprio submarino americano. Como as peças que substituirão os aparelhos defeituosos serão trazidas da Grã-Bretanha, a embarcação australiana foi obrigada a retornar antecipadamente para a costa do país. “A jornada deverá durar alguns dias”, declarou o centro de coordenação das buscas, por meio de um comunicado. Assim que chegar a Dampier, o Ocean Shield terá de ficar atracado no porto para que os engenheiros façam os devidos reparos.

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Com as buscas na superfície interrompidas, as equipes de resgate se esforçam para analisar novamente todos os dados relacionados ao desaparecimento do MH370, incluindo transmissões de satélite, para tentar precisar a área do Oceano Índico em que o avião se acidentou. A Austrália também trabalha para contratar uma empresa privada que se comprometa a explorar o fundo do oceano. Os técnicos dizem que algumas áreas são muito fundas para o Bluefin-21 vasculhar de forma eficaz. Além disso, o submarino americano, capaz de alcançar até 4.500 metros de profundidade, tem mergulhado mais lentamente do que as equipes de resgate esperavam.

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