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Falência de aérea deixa 1.500 brasileiros sem voo

Por Da Redação
23 dez 2009, 18h37

A falência da companhia área Air Comet, anunciada nesta quarta-feira pelo governo da Espanha, deixou cerca de 1.500 brasileiros sem voos em Madri, segundo estimativas da Federação Espanhola de Associações de Agências de Viagem. Sem a licença de operações, cerca de 7.000 passageiros que já haviam comprado os bilhetes ficaram sem embarcar.

Os 13 aviões da companhia, com destino para 14 países, a maioria da América Latina, estão sem permissão para decolar. O clima no aeroporto de Barajas era tenso, já que muitos passageiros prejudicados estavam voltando para suas cidades de origem para comemorar o Natal e o Ano Novo com suas famílias.

Voos para Natal e Fortaleza, no Nordeste brasileiro estão na lista dos cancelamentos. Rafael Gallego, presidente da Federação Espanhola de Associações de Agências de Viagem, afirmou que as linhas de telefones estavam congestionadas e que ainda não havia uma solução para os passageiros. O executivo disse, no entanto, que as agências assumirão os custos e se responsabilizarão pelos passageiros.

Viagem indefinida – O Ministério do Fomento espanhol se comprometeu a fretar aviões para os passageiros e a tentar encaixar as demais pessoas em voos de companhias locais, como a Ibéria e Air Europa. O órgão avisou, entretanto, que não será possível realocar todos os prejudicados por conta do alto volume de passageiros da época.

O plano de emergência funcionará entre os dias 23 e 26 e deve englobar cerca de 3.500 vagas. Ao todo serão mobilizados quatro aviões com destinos a Buenos Aires (Argentina), Bogotá (Colômbia), Quito e Guayaquil (Equador). Os demais 3.000 passageiros serão encaixados em voos regulares da Ibéria.

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Falência – A Air Comet tem uma dívida de mais de 100 milhões de reais, informou o Ministério do Fomento. Cerca de 640 funcionários não recebem salários há seis meses. Segundo o governo, a decisão de retirar a licença de voo da companhia foi uma forma de garantir a segurança dos passageiros, que poderiam ser surpreendidos por falta de combustível.

Os primeiros voos cancelados foram os que embarcariam na madrugada do dia 22. As pessoas avisadas sobre a falência passaram a noite no aeroporto de Barajas sem hotel, comida ou informações. Os prejudicados pela medida protestaram em frente aos guichês da Air Comet, fechados desde o comunicado. Passageiros bloquearam com malas os acessos a um dos terminais de voos internacionais.

Em novembro, a Air Comet chegou a ser proibida de voar sobre o território brasileiro por conta de uma dívida com as autoridades aéreas nacionais. A empresa recuperou a licença no último dia 27.

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