Explosões perto de hotel onde Macron está hospedado na Síria deixam ao menos 18 feridos
Presidente francês estava em reunião com o seu homólogo sírio quando dois dispositivos foram detonados
Duas explosões em Damasco, capital da Síria, deixaram ao menos 18 pessoas feridas, incluindo quatro policiais, nesta terça-feira, 7, perto do hotel onde o presidente da França, Emmanuel Macron, está hospedado.
Macron estava no palácio presidencial para uma reunião com o presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, quando dois dispositivos explosivos foram detonados em uma rua de uma área movimentada de Damasco, perto do hotel Four Seasons, onde o líder francês está hospedado. O local da explosão também fica entre o Ministério do Turismo sírio e o Museu Nacional.
Ainda não se sabe se as explosões e a visita do presidente francês têm alguma relação. O Ministério do Interior da Síria afirmou que as forças de segurança detectaram os dois explosivos durante operações de campo e que unidades especializadas estavam realizando procedimentos para desativá-los quando as explosões ocorreram.
Um dos explosivos estava dentro de um veículo estacionado e outro foi colocado em uma caçamba de lixo, segundo o ministério, que informou que conclusões preliminares indicam que ambos dispositivos foram improvisados.
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Resposta de Macron
Horas após o incidente, Macron afirmou em suas redes sociais que sua visita à Síria continua, sem mencionar as explosões. O francês e tornou o primeiro líder da Europa Ocidental a viajar para a Síria desde a queda do regime de Bashar al-Assad em 2024. O presidente também foi o primeiro presidente ocidental a receber Ahmed al-Shar’a após a queda de Assad, apostando na transição síria, em maio de 2025.
“Nada poderá sufocar a aspiração das sírias e dos sírios de viver numa Síria plenamente soberana, segura, pluralista e unida. Esta manhã encontrei a Síria em toda a sua diversidade. Vi a dignidade, a coragem e a determinação. A minha visita prossegue”, escreveu o presidente.
De acordo com o Ministério do Interior, uma investigação está em curso para determinar o responsável pelo ataque.
O episódio representa um revés para o novo governo sírio, que busca reconstruir um país devastado por 13 anos de guerra e projetar uma imagem de estabilidade após encerrar mais de cinco décadas de regime autoritário da família Assad. Este é o segundo incidente com bombas na Síria em menos de uma semana. Na última quinta-feira, uma explosão em um café em Damasco deixou seis pessoas mortas e 22 feridas.







