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Explosões no centro de Alepo deixam dezenas de mortos

Atentados com carros-bomba mataram 48 pessoas, segundo autoridades sírias

Por Da Redação 3 out 2012, 19h04

Três grandes explosões na principal praça de Alepo, centro financeiro da Síria e 2ª maior cidade do país, deixaram ao menos 48 mortos e 100 de feridos nesta quarta-feira, segundo autoridades sírias citadas pela rede BBC. De acordo com grupos de oposição ao ditador Bashar Assad, os explosivos detonados por carros-bomba atingiram principalmente militares – o local do atentado, a praça Saadallah al Jabari, fica perto da sede do Clube dos Oficiais na cidade.

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Entenda o caso

  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

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O número oficial de mortos e feridos confirmado pela TV estatal mais cedo era de 27 mortos e 72 feridos, enquanto o Observatório Sírio de Direitos Humanos, organização opositora sediada em Londres, calculava que pelo menos 40 pessoas morreram no ataque, organizado por “terroristas”, segundo a TV síria.

Em comunicado, o grupo opositor destacou que antes das explosões houve enfrentamentos entre rebeldes e guardas do Clube dos Oficiais. Ativistas rebeldes negaram a autoria do ataque e culparam militantes islamitas infiltrados pelo governo.

Campo de batalha – Há meses, Alepo é um dos principais cenários da guerra civil síria, cujos conflitos já duram um ano e meio. A cidade está dividida em duas: a parte oeste é controlada por forças leais a Assad, enquanto a leste é dominada por combatentes do Exército Livre Sírio (ELS).

Segundo Tayer al Halabi, um ativista da oposição ouvido pela agência EFE, a praça onde ocorreu o ataque é uma das bases de operações das forças do regime. O ativista acrescentou que algumas das explosões atingiram postos de controle no local, onde, segundo ele, havia milicianos iranianos que apoiam as autoridades sírias.

Segundo a oposição ao ditador, mais de 30.000 pessoas morreram desde o início dos protestos contra Assad, em março do ano passado.

Edifícios em torno da praça em Alepo foram destruídos pelos explosivos
Edifícios em torno da praça em Alepo foram destruídos pelos explosivos VEJA

(Com agências EFE e Reuters)

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