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Explosões matam chefe de polícia e ferem cinco no Egito

Os ataques ocorreram do lado de fora da Universidade do Cairo. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade, mas autoridades suspeitam de radicais islâmicos

Por Da Redação - 3 abr 2014, 07h46

Um chefe de polícia foi morto e outros cinco seguranças ficaram feridos após três bombas explodirem nesta quarta-feira do lado de fora da Universidade do Cairo. Segundo a rede BBC, as duas primeiras explosões ocorreram com segundos de diferença, enquanto a terceira foi registrada depois de duas horas. A última tinha como alvo um posto de polícia nas imediações da faculdade. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas as autoridades suspeitam que radicais islâmicos possam estar envolvidos nos atos terroristas.

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Fontes disseram que a terceira bomba foi detonada quando jornalistas e funcionários dos serviços de emergência haviam chegado ao local. A explosão, no entanto, foi consideravelmente menor do que as anteriores e só deixou dois feridos. “Eu estava esperando pelo ônibus quando ouvi duas explosões. Havia poeira no ar e um oficial de polícia estava gritando”, disse à agência France-Presse uma testemunha que estava no local. A televisão estatal do país informou que o chefe do departamento de investigação da cidade de Gizé, Tariq al-Mirjawi, será responsável por apurar o atentado.

A BBC reportou que as imediações da Universidade do Cairo se tornaram um dos principais pontos de encontro de apoiadores do grupo fundamentalista Irmandade Muçulmana e manifestantes contrários à presença do Exército na política. As marchas no país têm sofrido dura repressão após uma lei obrigar os organizadores a pedirem autorização ao governo para protestar. Uma determinação aprovada anteriormente também classificou a Irmandade como um grupo terrorista.

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Desde a deposição do presidente Mohamed Mursi, que teve a sua candidatura alavancada pela Irmandade, mais de 1.000 pessoas foram mortas e milhares de partidários do grupo acabaram presos pelas autoridades. Uma Corte egípcia condenou recentemente mais de 500 pessoas à pena de morte pelo assassinato de um único policial. Geralmente, os atentados terroristas perpetrados por radicais islâmicos no país têm como alvo membros da polícia e do Exército.

Vídeo amador registrou a segunda explosão nas imediações da Universidade do Cairo:

https://youtube.com/watch?v=ccX0A91xC_Y

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