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Explosão na maior refinaria da Venezuela deixa 24 mortos

A detonação foi causada por um vazamento de gás na área de armazenamento. Mais de 80 pessoas ficaram feridas

“Foi uma explosão na área de armazenamento, produto de um vazamento de gás que, pelas condições climáticas, ficou acumulado na área e, diante de uma fonte de ignição, explodiu”, explicou o ministro de Petróleo, Rafael Ramírez

A explosão na refinaria de Amuay, a maior da Venezuela, matou 24 pessoas e deixou mais de 80 feridos neste sábado. A maior parte dos mortos são soldados da Guarda Nacional. “O incêndio foi controlado, mas ainda se observam grandes massas de fumaça. O fogo ainda persiste, embora controlado. Mas não há risco de outra explosão”, disse Stella Lugo, a governadora do estado de Falcón, onde fica a refinaria. As declarações foram dadas ao canal estatal VTV. Entre os mortos, está uma criança de 10 anos.

Segundo a ministra da Saúde, Eugenia Sader, 86 pessoas foram levadas para o hospital Rafael Calles Sierra da cidade de Punto Fijo, onde se encontra a refinaria, entre elas as 24 falecidas. Eugenia declarou que 77 pessoas foram internadas com queimaduras leves ou foram transferidas a um hospital no vizinho estado de Zulia. Cinco pacientes estão sendo tratados em Punto Fijo.

A governadora Stella Lugo está no local da explosão acompanhada pelo ministro de Petróleo e presidente da estatal petroleira PDVSA, Rafael Ramírez. “Foi uma explosão na área de armazenamento, produto de um vazamento de gás que, pelas condições climáticas, ficou acumulado na área e, diante de uma fonte de ignição, explodiu”, explicou Ramírez, depois de fazer um reconhecimento das instalações.

“Vamos investigar a origem disso, mas não podemos adiantar nenhuma hipótese. Agora, o que estamos fazendo é enfrentar a situação, atendendo aos feridos, retirando os escombros”, disse o ministro, que acrescentou: “A onda da explosão foi de uma magnitude importante, de maneira que há danos consideráveis na infraestrutura e moradias localizadas diante da refinaria”, disse ainda.

O vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, escreveu no Twitter que foi iniciado um plano de contingência em Amuay. Ele também anunciou o envio de esforços para atender as vítimas. Segundo ele, a Força Armada foi mobilizada para fazer a patrulha do local.”Os danos são importantes. Há feridos de diversa gravidade”, escreveu Jaua.

A refinaria de Amuay, que faz parte do Centro de Refinamento Paraguaná, um dos maiores do mundo, processa 645.000 barris de petróleo por dia. Segundo o site da PDVSA, o Centro de Refinamento de Paraguaná cobre mais de 60% da demanda de combustível da Venezuela.

A Venezuela – primeiro produtor de petróleo na América do Sul e quinto exportador mundial – produz em média três milhões de barris diários (mbd), segundo dados oficiais, apesar de a Opep afirmar que a oferta de petróleo do país é de 2,3 mbd. A Opep certificou em 2011 que a Venezuela tem as maiores reservas mundiais de petróleo, com 296,5 bilhões de barris, acima das da Arábia Saudita, o país com maior capacidade de refino. Em março passado, as autoridades venezuelanas informaram que esta cifra aumentou para 297,57 bilhões de barris.

Reincidência – A tragédia em Amaury é o segundo incidente com um grande número de vítimas em menos de uma semana na Venezuela. No último domingo, um confronto dentro de um presídio de Caracas, capital do país, deixou 25 pessoas mortas, sendo 24 detentos e um visitante.

(Com AFP e EFE)

(Atualizado às 13h)