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Explosão em arsenal deixa ao menos 17 mortos em Bengasi

País completa mais de 24 horas sem serviço de internet, cortado abruptamente

Funcionários de hospitais locais informaram que a explosão em um arsenal, na cidade de Bengasi – a segunda maior da Líbia e onde os insurgentes reúnem suas forças -, matou pelo menos 17 pessoas e deixou mais de 20 feridas.

O médico Habib al Obeidi, do Hospital Al Jalaa, disse que a explosão ocorreu no arsenal de uma base militar, mas atingiu uma área residencial vizinha. Segundo testemunhas, explosões secundárias incendiaram dois caminhões que trafegavam pelas imediações.

A causa da explosão não é clara. Al Obeidi disse que aparentemente ela ocorreu quando pessoas entravam no arsenal para pegar armas, mas outras pessoas culpam simpatizantes e forças do governante líbio, Muamar Kadafi, de terem provocado a explosão.

Confrontos – Nesta sexta-feira, foram reportados violentos confrontos entre os rebeldes e as forças leais a Kadafi. Em Zawiyah, cidade que fica 50 quilômetros a oeste Trípoli, pelo menos 30 civis foram mortos e dezenas de outros ficaram feridos na ofensiva governamental. A cidade havia chegado a cair nas mãos dos rebeldes, causando um constrangimento para Kadafi, que enfrenta a pior rebelião nos seus 41 anos no poder.

Em Ras Lanuf, os rebeldes dizem ter expulsado as forças leais a Kadafi e assumiram o controle da cidade petrolífera no leste da Líbia, segundo dois soldados rebeldes. “Tomamos 100 por cento de Ras Lanuf, todas as forças de Gaddafi saíram”, afirmou o soldado Hafez Ibrahim de dentro da cidade. Já Rajab Zawawei disse que os rebeldes controlam 100% de Ras Lanuf. “Tomamos a cidade há uma hora”, completou.

Mais tarde, no entanto, o vice-chanceler líbio, Khaled Kaim, disse que Ras Lanuf estava sob controle das tropas de Kadafi. “O governo controla a cidade. Em Ras Lanuf, tudo está calmo”, afirmou a repórteres.

Internet – A Líbia completou mais de 24 horas sem serviço de internet, que foi cortado “abruptamente” na quinta-feira por volta de 13h30, horário de Brasília. A informação foi divulgada nesta sexta-feira pelas empresas americanas que controlam o tráfego on-line. “Esse corte ocorre depois de várias semanas em que se registraram interrupções periódicas e um reduzido volume de tráfego na internet, provavelmente vinculados aos atuais acontecimentos sociais e políticas que ocorrem no país”, disse a Arbor Networks.

Outra empresa de controle de tráfego na internet, a Renesys, destacou nesta sexta-feira que o serviço na Líbia foi cortado pouco depois das 13h35, horário de Brasília, na última quinta-feira. “Todos os sites na internet alojados pelo governo líbio que testamos estavam inacessíveis”, informou. O site de buscas Google, que rastreia o status de produtos como Google Search e YouTube em vários países, reportou que estes serviços e outros eram inacessíveis na Líbia desde a quinta-feira.

(Com agências Estado e France-Presse)