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Expira prazo do EI para resgate dos japoneses; ainda não há notícias dos reféns

Governo chegou até a considerar fazer uma alteração na Constituição para poder atacar os jihadistas. 'Situação é muito tensa', diz secretário de gabinete

Por Da Redação - 23 jan 2015, 09h31

O Japão informou nesta sexta-feira que ainda tenta assegurar a libertação de dois reféns japoneses em poder dos jihadistas do Estado Islâmico (EI), após ter vencido o prazo para o pagamento de resgate sem que se tenha notícias sobre o destino deles. “Não houve nenhuma mensagem” do EI, disse à imprensa o secretário do gabinete do primeiro-ministro, Yoshihide Suga. “A situação é muito tensa”, acrescentou. O ultimato expirou às 14h50 locais (03h50 de Brasília).

A rede de televisão pública japonesa NHK, em contato pela internet com um “porta-voz do EI”, divulgou na manhã desta sexta-feira um trecho de uma conversa na qual seu interlocutor afirmava que mais tarde será divulgado um comunicado. Na manhã desta sexta-feira, a mãe do jornalista independente Kenji Goto, sequestrado, ao que parece, pelo EI no fim de outubro, pede às autoridades japonesas que ajudem seu filho. “Suplico, senhores do governo, por favor, salvem a vida de Kenji”, declarou Junko Ishido em um comunicado.

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Em um vídeo veiculado na Internet na terça-feira, um indivíduo vestido de negro e segurando uma faca entre os reféns, o jornalista Goto e Haruna Yukawa, ameaçava matá-los se Tóquio não pagasse 200 milhões de dólares (mais de 500 milhões de reais) ao Estado Islâmico dentro de 72 horas. Abe tem dito ser imprescindível salvar a vida dos dois homens, mas que o Japão não vai se curvar ao terrorismo. As autoridades japonesas se negaram a revelar se o país vai pagar qualquer resgate, medida que colocaria Tóquio em desacordo com os aliados, especialmente com os Estados Unidos.

(Com agências Reuters e France-Presse)

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