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Exército rebelde ameaça atacar representações russas na Síria

Cairo, 4 fev (EFE).- O ‘número dois’ do Exército Livre Sírio (ELS), Malik Kurdi, ameaçou neste sábado em declarações à Agência Efe atacar representações russas na Síria se Moscou continuar apoiando o regime do presidente Bashar Al Assad.

‘Se os russos seguirem protegendo o regime sírio, as representações da Rússia em território sírio se tornarão alvo das operações do Exército Livre’, assinalou Kurdi em entrevista por telefone.

O governo russo ameaça vetar uma resolução de condenação ao regime sírio, promovida pelos países árabes e ocidentais, que deverá ser submetida ao Conselho de Segurança da ONU neste sábado.

Kurdi responsabilizou Moscou pelo intenso bombardeio desta noite sobre a cidade de Homs, no qual, segundo a oposição, morreram ao menos 260 pessoas, o que, em sua opinião, é resultado da ‘cobertura russa dos assassinatos do regime de Bashar Al Assad’.

‘A ameaça da Rússia de utilizar seu veto no Conselho de Segurança contra qualquer resolução que condene a Síria deu legitimidade às autoridades sírias para cometer este ato, como se Moscou tivesse dito ao regime: ‘Façam o que quiserem, estamos apoiando vocês”, considerou o coronel desertor.

Assim, insistiu que seu grupo ‘fará tudo o que for necessário para proteger o povo, e qualquer parte que tentar prejudicá-lo será um alvo’.

Segundo as informações de Kurdi, durante a noite foram realizados ao menos 300 disparos de morteiro sobre Homs, embora tenha reconhecido que, devido ao corte da eletricidade, ‘era difícil distinguir entre o barulho de helicópteros, dos morteiros e das explosões’.

‘Os bombardeios foram muito intensos. Estabelecemos hospitais de campanha em cada bairro, de modo que cada um deles possa receber até 30 feridos. Mas diante do grande número de feridos, precisamos de hospitais maiores’ afirmou.

Além disso, o braço direito dos rebeldes, que são liderados pelo coronel Riad Al Assad, admitiu que é complicado fornecer números exatos sobre as vítimas, já que ainda há muitos feridos abrigados dentro de suas casas. EFE