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Exército iraquiano retoma controle total de Tikrit do Estado Islâmico

Cidade natal do ditador Saddam Hussein estava nas mãos dos jihadistas desde junho. EUA apoiaram retomada com ataques aéreos, mas estão em atrito com as milícias xiitas

Por Da Redação 31 mar 2015, 12h35

As tropas iraquianas retomaram a sede do governo provincial em Tikrit, quase um mês depois do início de uma ofensiva contra esta cidade do norte do Iraque controlada pelo grupo Estado Islâmico (EI). Este é o avanço mais significativo desde o início da ofensiva, em 2 de março, a mais importante contra os jihadistas desde que, em junho do ano passado, o EI assumiu o controle amplas áreas no Iraque, sobretudo na região norte.

Raad al-Juburi, o governador de Saladino, província cuja capital é Tikrit, confirmou a retomada da sede do governo local e destacou que as bandeiras do Iraque foram hasteadas novamente em vários edifícios. O porta-voz da milícia xiita Badr, Karim al-Nuri, também confirmou a informação. Alguns combatentes de milícias paramilitares xiitas que apoiam o Exército iraquiano se retiraram na semana passada da ofensiva, depois que os Estados Unidos bombardearam os jihadistas em Tikrit. Localizada no centro-norte do país, Tikrit é conhecida por ser a cidade natal do ditador Saddam Hussein e é também um ponto estratégico na batalha do Iraque contra o EI.

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Alguns líderes dos combatentes acusaram Washington de querer “roubar a vitória” na cidade, enquanto suas forças, equipadas e aconselhadas pelo Irã, realizaram, segundo eles, a maior parte do esforço. O Pentágono pediu um papel maior das forças de segurança iraquianas na batalha de Tikrit em troca de sua intervenção. Na sexta-feira da semana passada chegou a cobrar publicamente a retirada das “milícias xiitas vinculadas a, infiltradas por ou sob a influência do Irã”.

Abusos – A coalizão anunciou que executou três ataques aéreos na região de Tikrit entre domingo e segunda-feira. Mesmo declarando que não pretendiam combater juntos, Estados Unidos, por meio aéreo, e as milícias xiitas, por terra, seguem na ofensiva sobre Tikrit. As principais milícias xiitas das Unidades de Mobilização Popular desempenharam um papel chave em operações contra o EI em diversas áreas ao norte de Bagdá, mas foram acusadas de cometer abusos e de execuções sumárias. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na segunda-feira em Bagdá que o Iraque deve “levar os grupos armados voluntários a combater sob o controle governamental”. “Os civis libertados da brutalidade do EI não deveriam temer seus libertadores”, completou.

A segurança dentro e nas proximidades de Bagdá melhorou de forma significativa durante a batalha contra o EI, sobretudo porque os jihadistas se viram obrigados a lutar em outras frentes. Mas os ataques não dão trégua, como o atentado suicida desta terça-feira contra um ônibus em que viajavam peregrinos iranianos na região de Taji, ao norte da capital. A explosão deixou quatro mortos e onze feridos. Nenhum grupo reivindicou o ataque até o momento, mas os atentados suicidas no Iraque costumam levar a marca dos extremistas sunitas do EI, que consideram os xiitas apóstatas e alvos de suas agressões.

(Da redação)

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