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Exército invade shopping em Nairóbi e salva reféns

Cruz Vermelha informa que o número de mortos no ataque de sábado subiu para 68

Por Da Redação - 22 set 2013, 17h09

(Atualizado às 18h)

A maioria dos reféns que permaneciam há mais de 24 horas em poder de homens da milícia islâmica radical Al Shabab em um shopping de Nairóbi foram libertados neste domingo, segundo o Exército do Quênia. As forças de segurança do país africano já assumiram o controle da maior do edifício, divulgou a corporação através do Twitter. Cerca de 15 terroristas do grupo radical islâmico Al Shabab faziam 30 reféns no local, invadidos pelos militares neste domingo. No sábado, um grupo de homens armados entrou no shopping, abriu fogo contra o público e transformou o prédio em uma zona de guerra. Segundo a Cruz Vermelha, o ataque matou 68 pessoas.

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O Exército queniano invadiu o shopping Westgate, em Nairóbi, onde cerca de 15 terroristas do grupo radical islâmico Al Shabab fazem 30 reféns. Uma forte explosão foi ouvida foi ouvida e há esporádicas trocas de tiros. Pela manhã, helicópteros militares também sobrevoaram o local. No sábado, um grupo de homens armados entrou shopping atirando contra as pessoas. Segundo a Cruz Vermelha, subiu para 68 o número de mortos no ataque.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, chamou os terroristas de “covardes” e disse que manterá a luta contra o terror. “Eles não sairão bem desses atos desprezíveis. Castigaremos também os autores intelectuais de maneira rápida e dolorosa”, prometeu. O sobrinho de Kenyatta está entre os mortos no atentando. “Meu sobrinho e a namorada estão entre os que morreram neste ataque. Eu conhecia pessoalmente estas pessoas jovens e maravilhosas”, disse o presidente.

O ministro do Interior do país, Joseph Lenku, também falou aos quenianos, na tentativa de tranquilizar as famílias dos reféns. “A prioridade é salvar o máximo de vidas possível”, afirmou. Segundo o ministro, as forças de segurança resgataram aproximadamente mil pessoas. Lenku explicou que os policiais estão controlando os movimentos dos terroristas através das câmeras do centro comercial, que é muito frequentado por estrangeiros e quenianos de alto poder aquisitivo.

Ataque- Após o ataque, o grupo terrorista Al Shabab assumiu a autoria do atentado e disse, via Twitter, que o Quênia havia recebido repetidos avisos para retirar suas tropas da Somália sob pena de sofrer “consequências graves”. “O governo queniano, no entanto, se fez de surdo às nossas repetidas advertências e continuou a massacrar inocentes muçulmanos na Somália”, disse o grupo em seu Twitter oficial, @ HSM_Press. “O ataque no Westgate Mall é apenas uma pequena fração do que os muçulmanos na Somália passam nas mãos dos invasores quenianos”, disseram os militantes.

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O grupo afirmou ainda, também pelo Twitter, que seus militantes escoltaram os muçulmanos para fora do prédio antes de começar o massacre. A declaração corrobora o depoimento de uma sobrevivente que disse a jornalistas que os homens armados ordenaram que todos os muçulmanos deixassem o local antes de iniciar o fuzilamento.

Histórico – Antes do surgimento do grupo Al Shabab, ligado à Al Qaeda, o Quênia já foi alvo de atentados terroristas, como o bombardeio à embaixada americana em Nairóbi em 1998, que foi planejado para marcar o oitavo ano da presença das forças armadas americanas na Arábia Saudita, e os ataques coordenados contra um hotel cujo dono é de origem israelense e contra um avião de Israel em 2002. No entanto, o país tem sofrido mais ataques depois de invadir a Somália em outubro de 2011, com o objetivo de ajudar a combater os terroristas do Al Shabab junto aos EUA, França e Etiópia.

Desde 2011, uma série de pequenos ataques contra igrejas, bares, shoppings e instalações militares sacodem o Quênia. O primeiro aconteceu em 24 de outubro de 2011, quando uma granada foi jogada contra um bar em Nairóbi, matando uma pessoa e ferindo 20. No mesmo dia, uma granada foi lançada contra um carro em um terminal de ônibus em Machakos, matando cinco. Em março de 2012, um novo ataque contra um terminal de ônibus deixou seis mortos e 60 feridos. O maior ataque realizado no ano passado, no entanto, foi contra duas igrejas em Garissa, em julho, quando homens mascarados mataram 17 pessoas.

(Com EFE, Reuters e Estadão Conteúdo)

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