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Exército do Mali recupera controle de cidade central do país

A localidade de Konna havia sido tomada por rebeldes islâmicos que controlam o norte do Mali e desencadeou a intervenção francesa contra terroristas no país

Por Da Redação 18 jan 2013, 08h19

O Exército malinês anunciou nesta sexta-feira a recuperação total do controle da localidade de Konna, no centro do país. A cidade havia sido tomada por rebeldes islâmicos, que controlam o norte do Mali desde 2012 e recentemente lançaram uma ofensiva em direção ao sul. Isso levou o governo de Mali a enviar um pedido de ajuda à ONU e à França – que respondeu com o envio de tropas e o início de operações aéreas contra os salafistas.

Entenda o caso

  1. • No início de 2012, militantes treinados na Líbia impulsionam uma grande revolta dos tuaregues no norte do Mali. Em março, o governo sofre um golpe de estado.
  2. • Grupos salafistas, com apoio da Al Qaeda, aproveitam o vácuo de poder para tomar o norte do país – onde impõem um sistema baseado nas leis islâmicas da ‘sharia’.
  3. • Em janeiro de 2013, rebeldes armados, com ideais bastante heterogêneos, iniciam uma ofensiva em direção ao sul do Mali, e o presidente interino, Dioncounda Traoré, pede socorro à França.
  4. • Com o aval das Nações Unidas, François Hollande envia tropas francesas e dá início a operações aéreas contra os salafistas, numa declarada guerra contra o terrorismo.

“Recuperamos o controle total da localidade de Konna, depois de termos infligido grandes perdas ao inimigo”, asseguraram as forças malinesas em um breve comunicado. O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, reconheceu no dia 15 de janeiro que o Exército do Mali ainda não havia recuperado Konna, situada 700 quilômetros a nordeste de Bamako. A zona não é acessível a observadores independentes.

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Na quarta-feira e na madrugada de quinta-feira, soldados do Mali apoiados por militares franceses enfrentaram islamitas armados perto de Konna. No dia 10 de janeiro, a queda de Konna por uma ofensiva surpresa dos combatentes islamitas desencadeou a intervenção da França, que temia um avanço dos islamitas em direção a Bamako (sul). No início, as forças francesas intervieram com bombardeios aéreos e depois com efetivos terrestres.

Milhares de malineses já abandonaram suas casas para fugir do conflito que assola a região, se refugiando em países vizinhos ou vagando como deslocados para o interior. Cerca de 150.000 pessoas já fugiram para países vizinhos, segundo o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur). Segundo o escritório, pelo menos 4,2 milhões de malineses devem precisar de ajuda humanitária em 2013.

Gráfico com dados sobre o Mali
Gráfico com dados sobre o Mali VEJA

(Com agência France-Presse)

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