Exército de Israel mata membros do Hezbollah em meio a cessar-fogo no Líbano
Estados Unidos pediu que cidadãos se preparem para escalada de tensão no Oriente Médio
O exército de Israel anunciou neste sábado, 1, que matou ao menos três membros do Hezbollah no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo que impera na região. “Entre a noite de sexta-feira e o sábado, soldados do exército israelense identificaram vários terroristas do Hezbollah na região da crista de Ali al-Taher. Após essa identificação, os soldados confrontaram os terroristas e os eliminaram para neutralizar a ameaça”, declararam as autoridades à AFP.
Por insistência do Irã, um acordo provisório assinado com os Estados Unidos em junho exige que Washington, Teerã e seus aliados imponham o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes da guerra no Oriente Médio, incluindo o Líbano. Pouco depois, Israel e Hezbollah concordaram com um novo cessar-fogo, enquanto ainda vigorava uma trégua que, embora estendida em meio a negociações entre autoridades israelenses e o governo libanês com mediação de Washington, ficou só no papel.
Depois disso, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou ter discutido os esforços para manter de pé o atual cessar-fogo e impedir a escalada militar israelense durante uma conversa telefônica com Vance. A tensão, no entanto, tem se intensificado nas últimas semanas, e a trégua tem se enfraquecido em meio a violações múltiplas.
Acordo abalado
O Irã exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de seu acordo provisório com Washington, assinado no mês passado, mas o pacto foi abalado pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã na semana passada.
Em 26 de junho, representantes de Israel e Líbano chegaram a um acordo preliminar com o objetivo de encerrar a guerra. O Hezbollah, no entanto, rejeitou o pacto que previa seu desarmamento.
O confronto entre Israel e o Hezbollah se intensificou em 2 de março, quando o grupo libanês passou a lançar foguetes contra o território israelense em apoio ao Irã. A resposta israelense incluiu uma ampla campanha de bombardeios e uma ofensiva terrestre no sul do Líbano.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 4.100 pessoas morreram desde o início da escalada militar, embora o governo não diferencie civis de integrantes do Hezbollah entre as vítimas. O conflito também provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.
Do outro lado, pelo menos 32 soldados israelenses e quatro civis israelenses foram mortos pelo Hezbollah, a maioria deles no sul do Líbano, desde que os últimos combates eclodiram.
Escalada de Tensão no Oriente Médio
Embaixadas dos EUA em capitais de todo o Oriente Médio alertaram indicaram neste sábado que os cidadãos americanos que estiverem na região fique atentos a uma “escalada imprevista” no conflito regional e estejam preparados para deixar o país.
O alerta, publicado online pelas embaixadas dos EUA no Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, surgiu um dia depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter ameaçado atingir o Irã “com muita força”.
O Irã e os Estados Unidos estão em guerra desde 28 de fevereiro. Um período de calmaria se seguiu a um cessar-fogo, mas este foi interrompido com a retomada dos ataques. Sem fim à vista, a guerra tem, há meses, perturbado a vida das pessoas em todo o Oriente Médio e abalado os mercados globais de energia.
As mensagens instavam os cidadãos a verificarem os detalhes dos voos e a seguirem as recomendações de segurança das autoridades locais.“Os americanos que se encontram atualmente no Oriente Médio devem ter cautela e manter-se vigilantes, estando preparados para cancelamentos de voos, fechamentos periódicos do espaço aéreo e possíveis interrupções de viagem”, dizia o comunicado.
Os americanos na Jordânia foram aconselhados a não visitar as bases militares americanas no país, que recentemente sofreram ataques de mísseis iranianos, e em Israel foram orientados a procurar a localização do abrigo antiaéreo mais próximo.“O regime iraniano é imprevisível, como demonstram suas recentes decisões de atacar áreas da região sem aviso prévio ou provocações, bem como de expandir os ataques para áreas que não haviam sido alvo anteriormente (como o Egito)”, dizia uma publicação no site da Embaixada dos EUA em Jerusalém.
A embaixada dos EUA em Beirute afirmou que a missão permanecia em “estado de saída ordenada”, o que significa que o pessoal do governo americano que não desempenhava funções de emergência continuava a ser realocado para fora do Líbano.
Com AFP







