Exército de Israel captura chefe de segurança do Hamas em ataque a Gaza
Forças israelenses afirmaram que bombardeio 'removeu ameaças no solo; Autoridades palestinas registram seis mortes, incluindo três crianças
Forças especiais israelenses mataram quatro palestinos nesta terça-feira, 1º de setembro, em um ataque desenhado para capturar o chefe de segurança do Hamas em Gaza.
Um comunicado emitido pela agência de inteligência interna Shin Bet informou que o oficial do grupo armado foi alvo de uma operação conjunta com forças militares em área controlada pelo Hamas na Cidade de Gaza.
O Ministério do Interior do governo administrado pelo Hamas confirmou que o oficial Moin Al-Arabeed foi capturado por Israel, e que sua esposa e alguns de seus filhos também foram feridos na incursão. O grupo, porém, não se posicionou oficialmente sobre a posição de Arabeed dentro da organização — ele é conhecido, segundo a agência de notícias Reuters, por ser um membro poderoso do seu serviço de segurança interna.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, parabenizou Shin Bet e a equipe pela operação em comunicado. Segundo ele, o líder do Hamas foi responsável por esconder e transportar reféns israelenses capturados no ataque liderado pelo Hamas em Israel em 7 de outubro de 2023.
Durante a operação, a força aérea israelense realizou ataques “para remover ameaças” no solo, disseram os militares, acrescentando que nenhum soldado ficou ferido. Testemunhas informaram à Reuters que aviões de guerra israelenses dispararam pelo menos 12 mísseis perto da área de Katiba, no oeste da cidade de Gaza, uma área lotada de famílias deslocadas que foram forçadas a sair.
Pelo menos quatro pessoas, incluindo três crianças, foram mortas e várias outras ficaram feridas, disseram os médicos à agência. Outras autoridades de saúde afirmam que mais duas mortes foram registradas em regiões próximas, aumentando o número de vítimas para seis.
Em outubro de 2025, um cessar- fogo mediado pelos Estados Unidos interrompeu os combates em larga escala na Faixa de Gaza, mas passou longe de encerrar os ataques aéreos israelenses. Mais de 1.300 palestinos foram mortos desde que a trégua entrou em vigor, de acordo com autoridades de saúde locais. Os militares israelenses afirmam que quatro soldados israelenses foram mortos em ataques terroristas durante o mesmo período.






