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Excesso de carga contribuiu para naufrágio na Coreia

Segundo rede americana CNN, promotoria também apontou que material não era transportado de forma adequada. Acidente deixou mais de 200 pessoas mortas

O excesso de carga e seu armazenamento de forma inadequada contribuíram para o naufrágio da balsa Sewol em 16 de abril, na Coreia do Sul. A tragédia deixou ao menos 268 mortos, a maioria estudantes que participavam de uma excursão de férias. Segundo a rede americana CNN, que citou fontes policiais e da promotoria, a embarcação levava mais que o dobro de carga permitido. Além disso, “os dispositivos de amarração que deveriam ter segurado a carga estavam frouxos e parte da tripulação nem sabia como usá-los”, apontou o promotor Yang Joong-jin.

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O Sewol deixou o porto de In­cheon para uma viagem de catorze horas até a ilha turística de Jeju. O excesso foi verificado apenas nos porões da embarcação, uma vez que a capacidade para passageiros era de 900 pessoas, mas a balsa levava 475 no dia do naufrágio. Durante o café da manhã, os passageiros sentiram um baque e o navio começou a tombar rapidamente.

Não foi a primeira vez que o limite de carga foi ignorado: em outras 139 ocasiões desde que começou a operar a rota Incheon-Jeju, em março do ano passado, a balsa viajou em excesso de peso. A prática irregular permitiu que empresa lucrasse 2,9 milhões de dólares extras (cerca de 6,4 milhões de reais). Quatro funcionários da empresa proprietária da embarcação, a Cheonghaejin Marine Co., foram indiciados nas últimas duas semanas. Não foram divulgadas informações sobre a natureza das acusações.

O capitão Lee Joon-Seok, um dos primeiros a abandonar o navio, deixando os passageiros para trás, foi detido, assim como vários membros da tripulação. O naufrágio também resultou na renúncia do primeiro-ministro Chung Hong-won, que abriu mão do cargo por se sentir culpado pela ineficiência do governo em conduzir a crise deflagrada pelo acidente.