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Exbaixador turco deixa a França por crise sobre lei do genocídio armênio

O embaixador da Turquia na França regressou nesta sexta-feira a Ancara para consultas, no âmbito da crise diplomática provocada pelo voto pelo Parlamento francês de uma lei que pune a negação do genocídio armênio, informou um porta-voz da embaixada.

O embaixador, Tahsin Burcuoglu, “regressou (à Turquia) para consultas. Partiu com sua família em um voo das 07H40 (04H40 de Brasília)”, informou o porta-voz, um dia após o voto que levou à suspensão de qualquer cooperação política e militar com a França por parte do governo turco.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, ordenou na quinta-feira a suspensão das visitas bilaterais e a anulação de exercícios militares conjuntos com a França.

Já o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, “lamentou” as decisões da Turquia e convocou o governo turco a evitar “reagir exageradamente”.

Os deputados franceses votaram na quinta-feira uma lei que pune com um ano de prisão e 45 mil euros de multa a negação de um genocídio reconhecido pela legislação francesa, entre os quais figuram o dos judeus na Segunda Guerra Mundial e o dos armênios entre 1915 e 1917.

Em 2001, a França aprovou uma lei que reconhece o genocídio armênio, no qual, segundo os armênios, 1,5 milhão de pessoas morreram.

A Turquia reconhece que cerca de 500 mil armênios morreram em combates e durante sua deportação, mas não por uma vontade de exterminá-los.