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Ex-professor de física assume EI após chefe ser ferido em ataque

Abu Alaa Afri foi designado temporariamente para o posto de Abu Bakr al-Baghdadi, que se recupera dos ferimentos infligidos por uma ação militar do Ocidente

Por Da Redação - 22 abr 2015, 20h30

Um ex-professor de física assumiu temporariamente a chefia do califado mantido pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) em territórios na Síria e Iraque. Ao site da revista americana Newsweek, o encarregado de tratar de assuntos ligados ao EI no governo iraquiano, Hisham al Hashimi, afirmou que o ex-professor Abu Alaa Afri comandará as operações jihadistas durante a recuperação médica do chefe da organização fundamentalista, Abu Bakr al-Baghdadi, gravemente ferido em um ataque aéreo da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

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Afri é considerado o primeiro na linha de sucessão de Baghdadi. A suspeita é de que ele esteja operando em Mosul, segunda maior cidade do Iraque e um dos principais redutos dos jihadistas. “Após Baghdadi ter se ferido, Afri assumiu o controle do EI junto de outros oficiais responsáveis por outras pastas. Se Baghdadi morrer, ele será o chefe do EI”, afirmou Hashimi. Segundo o funcionário do governo iraquiano, Afri já se tornou mais importante do que Baghdadi nas colunas terroristas do grupo. “Mais importante, mais esperto e com relacionamentos melhores. Ele é um bom orador e possui forte carisma”.

São poucos os detalhes conhecidos sobre o novo chefe do EI. Afri, também conhecido como Haji Iman, possui dezenas de publicações voltadas para o estudo da sharia, a interpretação radical do Corão na qual o EI se baseia para cometer suas atrocidades. Antes de ter sido alçado ao posto de vice do califa, Afri coordenava a relação entre Baghdadi e o seus círculos mais próximos na Síria, Iraque e Líbia. “Todos os chefes do EI acreditam que ele possui muito conhecimento sobre a jihad e boa capacidade de liderança e administração”, declarou Hashimi.

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Acredita-se que o terrorista Osama Bin Laden, fundador do grupo terrorista Al Qaeda, cogitava apontar Afri para chefiar sua organização no Iraque, em 2010. Foi justamente nesta célula da Al Qaeda que surgiram os dissidentes jihadistas que criaram o EI. Caso Baghdadi venha a morrer, Afri deverá iniciar uma campanha de reaproximação entre os dois grupos radicais. O EI e a Al Qaeda tiveram divergências com relação a pontos estratégicos e, atualmente, combatem em linhas rivais.

(Da redação)

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