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Ex-presidente tunisiano Ben Ali é condenado à prisão perpétua

Túnis, 13 jun (EFE).- Um tribunal militar condenou nesta quarta-feira à revelia o deposto presidente tunisiano Zine el Abidine Ben Ali, exilado na Arábia Saudita, à prisão perpétua por seu envolvimento na violenta repressão ao levante popular nas cidades de Thala e Kaserin, informou a agência de notícias tunisianas ‘TAP’.

A fonte, que cita o porta-voz do tribunal, assegurou que, além de Ben Ali, foi condenado a 12 anos de prisão o ex-ministro de Interior, Rafik Belhach Qasem.

A intervenção das forças de segurança em Kaserín e, concretamente, na cidade de Thala, é lembrada como uma das mais trágicas da revolta que começou em dezembro de 2010 e terminou em 14 de janeiro de 2011 com a saída de Ben Ali do poder.

Nesses incidentes, os agentes chegaram a disparar contra os parentes que enterravam as vítimas da repressão.

Também foram condenados por sua implicação nestes fatos, sobre os quais a agência não dá mais detalhes, o ex-diretor-geral da segurança nacional, Adel al Tawiri, que deverá passar 10 anos na prisão, assim como outros quatro altos responsáveis de segurança.

Ben Ali, nascido em 1936, já acumulava penas de prisão por um total de 66 anos, a última foi imposta hoje pelo tribunal militar da capital que decidiu aplicar-lhe uma pena de 20 anos de prisão por ‘incitação à desordem, mortes e pilhagens em território nacional’.

No caso concluído nesta manhã, Ben Ali foi julgado pela morte de quatro jovens baleados quando tentavam deter um sobrinho seu, Qais Ben Ali, na madrugada do dia 16 de janeiro de 2011.

Sobre o ex-presidente e sua mulher, Leyla Trabelsi, pesam várias ordens de detenção internacional. No entanto, a Arábia Saudita não se mostrou disposta, até o momento, a entregar o ex-ditador. EFE