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Ex-presidente do Equador Lenín Moreno é condenado a 5 anos de prisão

Político é o terceiro líder do país a ser preso por corrupção

Por Thiago Gelli Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 ago 2026, 13h42 | Atualizado em 29 ago 2026, 13h43
Ex-presidente do Equador Lenín Moreno é condenado a 5 anos de prisão Priorizar nos meus resultados Google

Nesta sexta-feira, 28, a Justiça do Equador condenou o ex-presidente Lenín Moreno, 73, a 5 anos de prisão por aceitar suborno da empresa chinesa Sinohydro em meio à construção da maior usina hidrelétrica do país, a Coca Codo Sinclair. Por conta de uma deficiência física que o impede de andar, o político cumprirá a pena em regime domiciliar.

Moreno exerceu o cargo entre 2017 e 2021, mas o caso de corrupção em questão ocorreu antes, quando ele ainda era vice-presidente durante o primeiro mandato de Rafael Correa, que esteve à frente do país por dez anos, entre 2007 e 2017.

Além de Moreno, sua esposa Rocio Gonzalez Navas, sua filha e seu cunhado também foram condenados como cúmplices, e as mulheres receberam pena de 2 anos e meio de cárcere. Todos os envolvidos serão obrigados a pagar em três vezes o valor que receberam ilegalmente dentro dos próximos 90 dias.

Moreno é o terceiro ex-presidente equatoriano a ser condenado por corrupção. Antes dele, Correa foi preso em 2020 e ainda cumpre uma pena de oito anos por receber suborno da Odebrecht. O primeiro foi Jamil Mahuad, que comandou o país entre 1998 e 2000 e foi condenado a oito anos de prisão em 2014 por desvio de capital público.

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Segundo a promotoria do caso, uma rede de corrupção se instalou no país de 2008 a 2018, década dentro da qual políticos recebiam subornos equivalentes a 4% do valor do projeto da hidrelétrica construída pela Sinohydro. O dinheiro era distribuído por meio de transações domésticas e internacionais.

A construção começou em 2010 e foi finalizada em 2016, após o gasto divulgado de 2 bilhões de dólares, cerca de 10,39 bilhões de reais. Apesar disso, a infraestrutura apresenta falhas e tem sido criticada desde então.

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Moreno foi eleito em 2017 após ganhar notoriedade como vice de Correa e se tornar figura proeminente do movimento de esquerda apelidado de “correísmo”. Seu vice-presidente foi Jorge Glas, que hoje também está preso por corrupção.

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